O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Santa Catarina deflagrou a Operação Coluna do Sul, apontada como a maior já realizada pela Força Tarefa. A ação tem como objetivo enfraquecer a estrutura de uma facção criminosa com atuação em seis estados brasileiros e começou a ser cumprida desde as primeiras horas da manhã.
Ao todo, a Justiça expediu 320 ordens judiciais na operação, entre mandados de busca e apreensão e de prisão temporária. Desse total, 151 pessoas são alvos de mandados de prisão, o que dá a dimensão do alcance da ofensiva contra a organização criminosa.
Segundo as investigações, o grupo coordenava ações tanto dentro quanto fora dos presídios. Por isso, a estratégia da operação foi mirar simultaneamente diferentes elos da estrutura, buscando desarticular a cadeia de comando que operava a partir do sistema prisional e se estendia às ruas.
Os alvos da operação são investigados por crimes como tráfico de drogas, homicídios, porte ilegal de armas e integração em organização criminosa. O conjunto de acusações reforça o perfil de uma facção envolvida em atividades violentas e no comércio ilegal de entorpecentes em mais de um estado.
Durante o cumprimento das ordens houve confronto e um dos suspeitos acabou morto. De acordo com o Ministério Público, ele teria atirado contra os policiais com uma pistola equipada com seletor de rajada, o que elevou o risco da abordagem no momento da ação.
Além das prisões, os agentes encontraram um arsenal durante as buscas. Entre o material apreendido estavam fuzis e granadas, armamento de alto poder que ajuda a explicar a periculosidade atribuída à organização pelos investigadores.
A Operação Coluna do Sul segue em andamento, com o cumprimento das ordens judiciais nos seis estados alcançados pela investigação. A expectativa das autoridades é que, além das prisões, o material recolhido nas buscas reúna novas provas sobre o funcionamento e o alcance da facção.
