LIVE PROTOCOL
EET--:--:-- edition--.--.--

Operação contra o PCC mira lideranças em 34 cidades de quatro estados

Operação contra o PCC mira lideranças em 34 cidades de quatro estados

Agentes de segurança foram às ruas em 34 cidades de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul em uma operação contra o PCC, com base na lei antifacção. Segundo o Ministério Público, a ação mirou as principais lideranças da facção, que mesmo presas seguiam transmitindo ordens com a ajuda de visitantes e profissionais com acesso às unidades prisionais.

Agentes de segurança foram às ruas para realizar uma grande operação contra o PCC, apontado como a maior facção criminosa do Brasil. A ação ocorreu de forma simultânea em 34 cidades dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, em um esforço coordenado para atingir a estrutura do grupo em diferentes regiões do país.

De acordo com o Ministério Público, a operação é resultado de uma investigação iniciada em dezembro do ano passado. O trabalho foi conduzido ao longo de meses até chegar à fase ostensiva desta etapa, voltada a reunir provas e a alcançar os alvos considerados mais relevantes dentro da hierarquia da facção.

A ação teve como foco as principais lideranças do PCC e se apoiou na lei antifacção, que entrou em vigor em março deste ano. A nova legislação promete punições mais rigorosas a quem comanda grupos criminosos, e passou a servir de base para operações que buscam responsabilizar não apenas os executores, mas também quem dá as ordens.

Segundo a investigação, os chefes da facção, mesmo estando presos, continuavam exercendo influência sobre a organização. A constatação reforça a percepção de que a liderança do grupo seguia ativa de dentro do sistema prisional, mantendo o controle sobre decisões e atividades dos integrantes que estão em liberdade.

Para isso, de acordo com o Ministério Público, os líderes utilizavam visitantes e até profissionais, como médicos e dentistas, que tinham acesso às unidades prisionais. Essas pessoas serviriam de canal para transmitir ordens e informações a outros integrantes do grupo, driblando o isolamento que a prisão deveria impor às lideranças.

Entre as provas apreendidas estão bilhetes com nomes, contatos e dados bancários, que devem ajudar a mapear a rede ligada à facção. Segundo as autoridades, o material será periciado e poderá levar à identificação de novos envolvidos com o PCC, ampliando o alcance da investigação para além dos alvos atingidos nesta fase.

Loading article...