A Polícia prendeu no Rio de Janeiro um homem apontado como operador financeiro da facção venezuelana Tren de Aragua. A captura faz parte de uma ofensiva mais ampla contra a atuação do grupo em território brasileiro, com foco na estrutura usada para movimentar e ocultar dinheiro.
A ação integra a Operação Rota do Norte, que cumpriu 25 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão. As diligências se espalharam por Roraima e outros cinco estados, indicando o alcance territorial que a investigação atribui à facção.
No Rio de Janeiro, os policiais prenderam Gustavo Vieira Rufino, suspeito de lavar dinheiro para a facção. Segundo a apuração, ele foi localizado no Aeroporto Internacional do Galeão, onde acabou detido no âmbito da operação.
De acordo com a polícia, o Tren de Aragua mantinha uma aliança com o Comando Vermelho. Essa articulação entre os grupos ajudaria a explicar a forma como a facção venezuelana conseguiu se inserir em dinâmicas criminosas dentro do Brasil.
Ainda conforme as autoridades, a facção fornecia armas a facções brasileiras. Esse abastecimento reforça a leitura de que o grupo não atuava de forma isolada, mas conectado a organizações criminosas locais em diferentes pontos do país.
As características observadas na investigação se repetem em Roraima, estado de fronteira que aparece como ponto central da operação. A localização ajuda a entender o nome Rota do Norte, voltado para o trânsito de pessoas, dinheiro e armas ligado à facção.
O cerco à facção ocorre pouco depois de outro episódio de grande repercussão. Na semana passada, Niño Guerrero, apontado como chefe do Tren de Aragua, foi morto em uma ação americana na Venezuela, o que coloca a estrutura do grupo sob pressão em diferentes frentes.
