Uma cratera se abriu no meio de uma rua em Osasco, na Grande São Paulo, durante uma obra da Sabesp, e o episódio terminou com três casas interditadas e famílias fora de seus imóveis. Segundo o relato, o solo cedeu e uma cratera se formou no meio da via, em um susto para os moradores daquela rua, que precisaram lidar de forma repentina com os estragos provocados pela movimentação do terreno enquanto os trabalhos aconteciam na região.
O impacto do afundamento se espalhou pelas construções ao redor. De acordo com o relato, a abertura da cratera provocou rachaduras em paredes, muros e pisos de pelo menos três casas, danos que acenderam o alerta sobre a segurança das estruturas e levaram as autoridades a agir rapidamente para retirar quem estava nos imóveis atingidos pelo problema.
Diante do risco, a saída das famílias foi imediata. Segundo o relato, por medida de segurança os moradores tiveram que deixar as casas às pressas, e os imóveis foram interditados pela Defesa Civil, que passou a acompanhar a situação no local enquanto a origem do afundamento era apurada pelas equipes responsáveis pela obra em andamento na rua.
O relato de quem vive na rua ajuda a dimensionar o susto. De acordo com uma moradora, a primeira casa atingida é de uma prima dela, que já havia sido levada para um abrigo com outras pessoas e estava bastante nervosa; ela ainda contou que a cadela do animal ficou presa dentro da casa porque não havia ninguém no momento, e que os familiares só chegaram depois que tudo aconteceu.
A empresa responsável pela obra apresentou a sua versão sobre o ocorrido. Segundo o relato, de acordo com a Sabesp, a movimentação do solo aconteceu durante a escavação de um poço, necessário para a implantação da rede de esgoto que faz parte da obra realizada no local. A companhia informou ainda que, além dos reparos, as equipes técnicas estão fazendo avaliações para definir quando as famílias poderão voltar para casa.
O tremor sentido dentro das residências reforça a intensidade do episódio. De acordo com o relato, uma das moradoras afirmou que a prima contou ter sentido o guarda-roupa tremer, e que objetos chegaram a cair de cima do móvel. Ainda segundo a Sabesp, cada família recebeu um pix emergencial de dois mil reais para cobrir despesas imediatas, além de ser levada para pousadas ou casas alugadas enquanto não pode retornar aos imóveis.
Mesmo com o atendimento às famílias, o receio na vizinhança permanece. Segundo o relato, outros moradores da rua temem que mais casas também sejam danificadas por rachaduras, e há preocupação com um duto de gás existente na região, diante do temor de novos problemas. Equipes de engenharia seguem no local para estabilizar o terreno e monitorar as rachaduras, e a Sabesp informou que vai ressarcir integralmente todos os danos sofridos pelos moradores.
