A morte de um menino de apenas 3 anos, identificado como Gustavo, causou revolta em Palmas, no Tocantins, e reacendeu a discussão sobre a guarda compartilhada de filhos. Segundo a polícia, a criança foi torturada e morta, e a responsabilidade recai sobre o próprio pai, que já havia dado sinais de ser uma pessoa violenta antes da tragédia.
A princípio, o pai, o advogado Igor Veloso, apresentou uma versão bem diferente à polícia. Ele afirmou que a criança teria se afogado na piscina, se recuperado e, em seguida, morrido enquanto dormia, tentando enquadrar a morte de Gustavo como um acidente doméstico sem relação com qualquer tipo de agressão.
No entanto, os exames realizados no Instituto Médico Legal e os primeiros laudos da perícia revelaram um cenário bem mais cruel. As análises apontaram que a criança foi brutalmente espancada e morta, e a própria polícia passou a classificar como tortura aquilo que aconteceu com o menino, contrariando a versão inicial do pai.
Com base nas conclusões, a representação apresentada se pautou em dois crimes distintos. De um lado, o homicídio qualificado, descrito como duplamente qualificado, e, de outro, o crime de tortura, reforçando a gravidade das circunstâncias em que a morte de Gustavo teria ocorrido dentro do ambiente familiar.
Diante do resultado das investigações, Igor Veloso e a madrasta de Gustavo, Kathleen Moreira, foram presos pela polícia de Palmas, no Tocantins. As autoridades destacaram ainda que Igor Veloso já tinha um histórico de violência, elemento que passou a ser considerado no contexto do caso e das medidas adotadas.
Esse histórico não era desconhecido da família. A mãe da criança, Sabrina Feitosa, possuía uma medida protetiva contra ele por ameaças feitas em 2023. Mesmo assim, o advogado mantinha a guarda compartilhada do filho, situação que voltou ao centro do debate após a morte do menino em circunstâncias tão violentas.
Segundo a madrinha da criança, a mãe tentou diversas vezes impedir que Gustavo passasse o fim de semana com o pai, chegando a mentir sobre o próprio paradeiro e a levar o menino para o escritório para que Igor não conseguisse buscá-lo. Ela também chegou a pedir para ficar apenas com a criança, mas, naquela época, a Justiça não aceitou o pedido.
