Um caso de violência contra uma criança terminou em prisão no interior do Paraná. Segundo o relato, um homem foi preso nesta sexta-feira, acusado de agredir a própria filha, de apenas três anos, em um episódio que gerou forte repercussão pela pouca idade da vítima e pela relação de parentesco entre o agressor e a menina.
A agressão não dependeu apenas do relato das partes para ser apurada. De acordo com o relato, o momento em que o pai chutou a filha, que acabou caindo na calçada, foi flagrado por câmeras de segurança, e as imagens passaram a ser uma das principais peças usadas pelas autoridades para embasar a responsabilização do suspeito.
O enquadramento jurídico do caso já foi definido pela polícia. Segundo o relato, o pai da criança deve responder pelo crime de lesão corporal, e a investigação passou a tratar o episódio como uma agressão que precisa ser esclarecida em todas as suas circunstâncias, inclusive quanto ao contexto em que a violência aconteceu.
Ao ser ouvido, o próprio suspeito admitiu a agressão. De acordo com o relato, em depoimento o pai afirmou que agrediu a filha porque ela estava chorando e disse estar arrependido do que fez, versão que ficou registrada na investigação e que deverá ser confrontada com as imagens e demais elementos reunidos pelos agentes.
O caso, no entanto, não chegou de imediato ao conhecimento das autoridades. Segundo o relato, o episódio foi registrado no domingo, e o pai não foi preso em flagrante porque a polícia só tomou conhecimento do fato dois dias depois, quando a mãe da criança procurou a delegacia e formalizou a denúncia.
Foi a partir desse registro que a apuração ganhou força. De acordo com o relato, a mãe da menina registrou o boletim de ocorrência na delegacia, e, como já não havia mais tempo para a prisão em flagrante, os agentes seguiram com as diligências até que a detenção do suspeito fosse efetivada nesta sexta-feira.
O episódio ocorreu na região sudoeste do estado do Paraná, no município de Francisco Beltrão. Segundo o relato, com a prisão, o caso passa agora a tramitar sob responsabilidade da Justiça, enquanto as autoridades reúnem as imagens e os depoimentos que devem orientar o andamento do processo contra o pai da criança.
