Motoristas que passam pela rodovia Anchieta, na Grande São Paulo, vêm enfrentando uma série de ataques em que criminosos arremessam pedras contra carros em movimento. Um dos episódios mais recentes atingiu o carro de uma empresária, dirigido pelo marido, na altura de São Bernardo do Campo.
Nesse caso, o marido da empresária não ficou ferido e não chegou a parar o veículo no local para constatar o prejuízo. Ao relatar o que aconteceu, a mulher lembrou de um episódio anterior, ainda mais grave, ocorrido na mesma rodovia.
Trata-se da morte do jovem Guilherme da Silva Sá, de 19 anos, atingido por uma pedra lançada contra o carro dele na Anchieta. Guilherme chegou a ficar internado, mas não resistiu e morreu dois meses depois, em um caso que deixou a família revoltada.
Segundo o relato, Guilherme dirigia o carro acompanhado por três amigos. Eles contaram que viram um homem na beira da rodovia com um saco nas mãos antes da pedrada, e que a pedra teria sido arremessada quando passavam embaixo de um viaduto, sendo percebida apenas no momento do impacto.
De acordo com as investigações, os criminosos se aproveitam de pontos elevados, como passarelas, e também das margens da rodovia para arremessar pedras contra os carros em movimento. Assim que a vítima para e desce do veículo, ela é abordada e roubada.
O que mais preocupa é que, mesmo depois da morte de Guilherme, motoristas continuam relatando ataques semelhantes na mesma via. Uma outra vítima procurou a reportagem e enviou um vídeo mostrando o carro danificado após também ser atingido por uma pedra na mesma região, em um caso ocorrido no dia 6 de maio.
Nesse outro episódio, a motorista contou que, apesar do prejuízo, o caso ficou apenas no susto, e afirmou não ter visto pessoas na via no momento em que a pedra acertou o carro. A polícia civil segue investigando as circunstâncias da morte de Guilherme da Silva Sá, enquanto os ataques mantêm os motoristas em alerta no trecho.
