A Polícia Federal extraditou um homem apontado como operador financeiro do Comando Vermelho, em uma ação que chegou até o exterior. Arnaldo Ribeiro e a mulher, Denise Mendonça, viviam em uma mansão em Paramaribo, capital do Suriname. O casal foi localizado e preso pela Interpol e, em seguida, extraditado para Belém, no Pará, onde responde à investigação.
De acordo com a apuração, Arnaldo tinha um papel central na estrutura financeira da organização criminosa. Ele atuava como operador financeiro do grupo e teria movimentado mais de 150 milhões de reais na compra de armas. O volume de recursos manuseado dá a dimensão da operação financeira por trás do abastecimento da facção.
Um dos pontos centrais da investigação envolve a aquisição de armamento pesado. Segundo a Polícia Federal, Arnaldo negociou a compra de 10 fuzis AK-47 destinados ao Comando Vermelho, facção que atua na região norte do país. A negociação desse tipo de armamento reforça a gravidade das acusações que pesam sobre o investigado.
As investigações também apontam ligações diretas com a cúpula da facção. Arnaldo mantinha contato com Edgar Alves Andrade, conhecido como DOCA, um dos chefes do Comando Vermelho no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro. Apontado como uma figura de peso dentro do grupo, DOCA segue foragido, o que mantém a investigação em aberto.
A mulher de Arnaldo também teria função definida na engrenagem criminosa. Denise seria responsável pela logística do grupo e, por isso, fez diversas viagens ao Suriname. Além do casal, outros dois investigados foram presos no Brasil, nas cidades do Rio de Janeiro e de Tabatinga, no Amazonas, ampliando o alcance da operação.
No campo financeiro, a Justiça adotou medidas para atingir o patrimônio dos envolvidos. Foi autorizado o bloqueio de quase meio bilhão de reais dos investigados, em uma tentativa de asfixiar economicamente a estrutura da facção. Segundo a apuração, o grupo negociava diretamente com chefões do tráfico na região norte do Rio de Janeiro.
