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Lei do PIX da pensão alimentícia aguarda sanção do presidente Lula

Lei do PIX da pensão alimentícia aguarda sanção do presidente Lula

Uma nova lei, apelidada de PIX da pensão, deve facilitar o recebimento da pensão alimentícia no Brasil e agora depende apenas da sanção do presidente Lula para começar a valer. Segundo o relato, a medida cria uma transferência bancária automática do valor devido para a conta do representante legal da criança ou adolescente, voltada especialmente para os casos em que o pai é autônomo, profissional liberal ou microempreendedor e não tem desconto em folha. O objetivo é reduzir a demora das ações judiciais de cobrança, mas os mecanismos tradicionais, como a penhora e a prisão civil, continuam existindo.

O Brasil está prestes a mudar a forma como a pensão alimentícia chega até quem cuida de crianças e adolescentes. Segundo o relato, uma nova lei apelidada de PIX da pensão já foi aprovada e agora depende apenas da sanção do presidente Lula para começar a valer, prometendo tornar o pagamento mais direto e menos sujeito à lentidão da Justiça.

A proposta nasce de um problema recorrente no país. De acordo com o relato, existe um número excessivo de ações de cumprimento de sentença, movidas porque muitos pais não cumprem a obrigação de pagar a pensão, e o ritmo do Poder Judiciário nem sempre acompanha o tempo da vida da criança, o que faz a mãe demorar a receber o valor a que o filho tem direito.

O foco da medida está em um perfil específico de devedor. Segundo o relato, quando o pai é empresário, microempreendedor individual, profissional liberal ou autônomo, não há o desconto direto em folha de pagamento, o que dificulta a cobrança; é justamente nesses casos que o chamado PIX da pensão pretende agir de forma mais eficiente.

O funcionamento previsto é bastante direto. De acordo com o relato, a decisão judicial define o valor da pensão, o dia de pagamento e por quanto tempo ela deve ser depositada na conta do representante legal; assim, quando entra dinheiro na conta corrente do devedor, o próprio banco já realiza a transferência bancária para a conta de quem cuida da criança.

A lei também prevê uma alternativa para quando não há saldo disponível. Segundo o relato, caso não haja crédito na conta corrente do devedor, o projeto determina que o banco pesquise se essa pessoa possui investimentos naquela mesma instituição ou em outros bancos, ampliando as chances de que o valor devido seja localizado e repassado.

Apesar da novidade, os instrumentos já existentes não deixam de valer. De acordo com o relato, o PIX da pensão não substitui o cumprimento de sentença, e mecanismos como a penhora e o rito da prisão civil continuam existindo para os casos em que o pagamento não é feito, funcionando como caminhos complementares de cobrança.

Os detalhes da nova regra foram explicados por uma especialista da área. Segundo o relato, a advogada Lígia Moreira, presidente do Núcleo de Diversidade do Instituto Brasileiro de Direito de Família em São Paulo, detalhou o alcance da lei e reforçou que a medida busca facilitar o dia a dia de quem depende desse dinheiro para despesas como educação, saúde e outras necessidades da criança.

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