A Polícia Militar de São Paulo publicou um decreto que confirma a aposentadoria de um tenente-coronel da corporação. Trata-se de Geraldo Leite Neto, de 53 anos, que responde por um caso de feminicídio. O ato administrativo o transfere oficialmente para a reserva da polícia. A medida foi assinada nesta quarta-feira.
A acusação que pesa contra o oficial é de feminicídio. Segundo as informações, o crime teria sido cometido contra a sua esposa. A vítima também integrava a Polícia Militar. O caso envolve, portanto, dois membros da mesma corporação.
A mulher apontada como vítima foi identificada como Gisele Alves Santana. Assim como o tenente-coronel, ela era policial militar. A relação entre os dois era de casamento. O episódio ganhou repercussão justamente por envolver integrantes da PM.
Desde o mês de março, o oficial encontra-se sob custódia. Ele está preso preventivamente desde o dia 18 de março. A prisão foi adotada no âmbito da investigação sobre o caso. Trata-se de uma medida cautelar mantida enquanto o processo tramita.
O local em que o tenente-coronel está detido é uma unidade militar. Ele cumpre a prisão preventiva no presídio militar Romão Gomes, em São Paulo. A unidade é destinada à custódia de integrantes das forças de segurança. É lá que o oficial permanece desde a sua prisão.
O decreto de aposentadoria foi assinado nesta quarta-feira. Com o ato, o tenente-coronel de 53 anos passa formalmente para a reserva da Polícia Militar. A decisão altera a situação funcional do oficial dentro da corporação. A publicação do decreto oficializa essa mudança.
A medida também tem reflexos sobre a parte financeira ligada ao oficial. Com a transferência para a reserva, há alteração no pagamento referente à sua pensão. O caso segue em andamento, com o acusado mantido sob prisão preventiva. Novas atualizações poderão surgir conforme avança a apuração.
