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Policial militar mata eletricista com autismo a tiros em São Paulo

Policial militar mata eletricista com autismo a tiros em São Paulo

Igor Eduardo Hipólito Rodrigues, eletricista de 45 anos diagnosticado com autismo, foi morto a tiros por policiais militares em São Paulo. Os agentes alegaram legítima defesa, mas as imagens mostram que os disparos começaram antes de qualquer ordem de parada. Os policiais foram afastados por ordem da Justiça.

Um eletricista de 45 anos foi morto a tiros por policiais militares em São Paulo, em um caso que ganhou repercussão depois que as imagens da abordagem vieram a público. A vítima foi identificada como Igor Eduardo Hipólito Rodrigues, diagnosticado com autismo. Os policiais envolvidos foram afastados de suas funções por ordem da Justiça.

De acordo com o registro do caso, uma viatura da Polícia Militar seguia um motociclista pelas ruas quando a ação terminou em disparos. Antes mesmo de desembarcar do veículo, o policial que estava no banco do passageiro afirmou que iria matar o homem e atirou cinco vezes. Em seguida, o motorista da viatura efetuou mais um disparo.

Os policiais alegaram legítima defesa, sustentando que o homem carregava uma faca no momento da abordagem. No entanto, as imagens que registraram a ocorrência mostram que os tiros começaram antes de qualquer ordem de parada, o que colocou em dúvida a versão apresentada pelos agentes sobre o que de fato aconteceu.

A vítima, Igor Eduardo Hipólito Rodrigues, tinha 45 anos e trabalhava como eletricista. Ele havia sido diagnosticado com autismo, detalhe que aumentou a comoção em torno do caso. As circunstâncias da abordagem e o uso da força pelos policiais passaram a ser o centro das apurações sobre a morte.

Logo após os disparos, uma auxiliar de enfermagem que passava pelo local prestou os primeiros socorros à vítima enquanto a ajuda especializada não chegava. Segundo o relato da ocorrência, a ambulância demorou cerca de 20 minutos para chegar ao endereço onde o homem havia sido baleado.

Apesar do atendimento inicial e da chegada do socorro, Igor não resistiu aos ferimentos e morreu. A demora no atendimento e a gravidade dos disparos passaram a integrar os pontos analisados sobre a conduta dos agentes durante e depois da abordagem que terminou com a morte do eletricista.

Por determinação da Justiça, os policiais envolvidos foram afastados de suas funções enquanto o caso é apurado. Procurada, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não retornou o contato até o fechamento da reportagem. A investigação deve esclarecer a sequência dos disparos e a alegação de legítima defesa feita pelos agentes.

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