Um veículo deixado no meio de uma das principais passagens da fronteira acabou revelando um esquema de contrabando. Segundo o relato, um caminhão abandonado no meio da Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai, terminou no pátio da Receita Federal, onde a fiscalização descobriu que o veículo escondia bem mais do que aparentava transportar.
O que chamou a atenção dos agentes, a princípio, foi a forma como o caminhão ficou parado. De acordo com o relato, a suspeita inicial era de um simples problema mecânico, mas, ao se aproximarem, os fiscais perceberam que o motorista havia abandonado o veículo, deixando-o justamente na cabeceira da ponte, onde ele travava o fluxo de veículos que passavam pelo local.
Diante da situação, os agentes decidiram levar o caminhão para um exame mais detalhado. Segundo o relato, à primeira vista nada chamava atenção na carga, mas a desconfiança de que havia algo escondido fez com que os fiscais retirassem o veículo do meio da ponte e o encaminhassem ao pátio da Receita Federal, onde a inspeção poderia ser feita com mais cuidado.
A verdadeira surpresa apareceu quando o baú foi aberto. De acordo com o relato, o espaço de carga estava aparentemente vazio, mas a mercadoria estava logo acima, em um compartimento oculto preparado para tentar driblar a fiscalização, um esconderijo montado com o objetivo de passar despercebido em uma travessia de fronteira tão movimentada.
A retirada dos produtos foi feita aos poucos. Segundo o relato, os agentes tiraram caixa por caixa do compartimento escondido e encontraram uma grande variedade de itens, entre eles eletrônicos, smartphones, cigarros eletrônicos, agrotóxicos, peças automotivas e outros equipamentos eletrônicos, todos guardados no vão secreto do caminhão.
O valor do que foi apreendido dá a dimensão do esquema. De acordo com o relato, as mercadorias contrabandeadas encontradas no compartimento secreto foram avaliadas em meio milhão de reais, um montante que reforça o tamanho do prejuízo evitado com a interceptação da carga logo na entrada do país.
Além do valor, um detalhe preocupou os fiscais pelo risco à saúde. Segundo o relato, no mesmo compartimento, sem qualquer tipo de separação, havia agrotóxicos misturados a substâncias emagrecedoras e a produtos para fins estéticos, uma combinação que, na avaliação dos agentes, representa um risco altíssimo para as pessoas que viessem a utilizar esse material comprado de forma irregular.
