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População carcerária do Brasil pode chegar a 1 milhão de presos em 2027

População carcerária do Brasil pode chegar a 1 milhão de presos em 2027

O Brasil pode alcançar a marca de 1 milhão de pessoas presas em 2027, caso o ritmo de crescimento da população carcerária dos últimos anos se mantenha. Atualmente, o país contabiliza 964.668 pessoas privadas de liberdade, somando penitenciárias e delegacias, um aumento de 6% em relação ao ano anterior. Entre 2000 e 2025, o número cresceu 314,5%, enquanto em 2025 havia um déficit de mais de 281 mil vagas. Cerca de um em cada quatro presos ainda aguardava julgamento, e o país registrou um recorde de 57.222 mulheres privadas de liberdade.

O Brasil pode alcançar a marca de 1 milhão de pessoas presas já em 2027, caso o ritmo de crescimento da população carcerária observado nos últimos anos se mantenha. Atualmente, o país contabiliza 964.668 pessoas privadas de liberdade, somando os detidos em penitenciárias e também em delegacias.

O total representa um aumento de 6% em relação ao ano anterior, um avanço que se soma a uma tendência de crescimento contínuo. Na última década, a população carcerária brasileira cresceu a uma média de 3,3% ao ano, um ritmo que, se mantido, deve empurrar o número total para além de 1 milhão em 2027.

Quando se amplia a janela de tempo, o salto fica ainda mais evidente. Entre 2000 e 2025, o número de pessoas privadas de liberdade no país aumentou 314,5%, ou seja, mais do que quadruplicou ao longo de 25 anos, mostrando como o encarceramento se acelerou de forma consistente nas últimas décadas.

Esse crescimento acelerado não é acompanhado pela criação de vagas no sistema prisional. Em 2025, o país registrava um déficit de mais de 281 mil vagas, ou seja, faltavam mais de 281 mil lugares para acomodar todos os presos dentro da capacidade oficial das unidades, o que evidencia a pressão sobre a estrutura existente.

Outro dado que chama a atenção diz respeito à situação processual dos detidos. Nos últimos anos, cerca de um em cada quatro presos no Brasil ainda aguardava julgamento, ou seja, permanecia encarcerado sem uma condenação definitiva, o que mostra o peso da prisão provisória dentro do total da população carcerária.

Os números apontam ainda um recorde histórico entre as mulheres. O Brasil registrou 57.222 mulheres privadas de liberdade, o maior número desde o início da série histórica acompanhada, um dado que evidencia também o avanço do encarceramento feminino no país ao longo dos últimos anos.

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