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Projeto transforma casas minúsculas em favela de São Paulo em moradias dignas

Projeto transforma casas minúsculas em favela de São Paulo em moradias dignas

Um projeto social liderado por uma arquiteta reforma casas minúsculas na região de Paraisópolis e Jardim Colombo, na zona sul de São Paulo. Em nove anos, mais de 600 ambientes foram transformados em moradias dignas para famílias da comunidade.

Um projeto social desenvolvido na região de Paraisópolis e do Jardim Colombo, na zona sul de São Paulo, vem transformando casas minúsculas em moradias dignas para famílias da comunidade. Segundo reportagem da Record News, a iniciativa é conduzida por uma arquiteta nascida e criada no próprio Jardim Colombo, que decidiu usar sua formação para melhorar as condições de vida de quem mora na região.

O trabalho está ligado a um projeto que capacita mulheres em diferentes áreas, como gastronomia e artesanato, mas com destaque especial para a construção civil. A proposta vai além da simples reforma, pois busca também oferecer conhecimento e oportunidades para as próprias moradoras, envolvendo-as no processo de transformação das casas em que vivem e de outras na comunidade.

Ao longo dos últimos nove anos, a arquiteta transformou casas minúsculas em moradias mais adequadas para se viver. De acordo com a reportagem, mais de 600 ambientes já foram reformados nesse período. Alguns deles eram extremamente precários, como uma casa de apenas sete metros quadrados, sem banheiro, cozinha ou janela, que mudou tanto após a intervenção que quase não parece a mesma.

Entre as histórias acompanhadas está a de Vânia, moradora de Paraisópolis. Sua casa era escura e apertada, sem nenhum conforto, com uma cama pequena e um beliche no qual dormiam os dois filhos, enquanto a filha dormia em outra cama. As telhas deixavam a chuva passar, e a família precisava dormir com cobertores e ainda colocar um plástico por cima para se proteger da água.

Apesar das próprias dificuldades, Vânia nunca deixou de ajudar as pessoas próximas. Trabalhando como empregada doméstica, ela conseguiu alugar uma casa um pouco melhor e cedeu a antiga para uma jovem grávida que havia sido expulsa de casa pela própria família. Mais tarde, pediu o imóvel de volta, mas ele não foi devolvido nas mesmas condições em que havia sido emprestado.

Quando chegou a vez de sua casa ser reformada, Vânia pediu algo simples, um quarto aconchegante, com uma cama e um colchão confortáveis. A estrutura do imóvel não estava comprometida, então o desafio era outro, pensar grande mesmo em ambientes pequenos e improvisados, em meio a ruas apertadas e casas construídas praticamente umas sobre as outras na comunidade.

Foram cerca de cinquenta dias de trabalho até que a nova casa pudesse ser apresentada. O imóvel antes escuro e apertado se transformou completamente, ganhando cor, luz e ventilação. O espaço pequeno passou a parecer muito maior, e a nova distribuição dos cômodos deixou a circulação dentro da moradia bem mais confortável para a família.

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