Criminosos que se passaram por policiais civis invadiram um hotel em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e sequestraram um empresário, em uma ação que chamou a atenção pela ousadia. Segundo as informações, o grupo tratou o crime como se fosse uma operação policial, o que ajudou a enganar as pessoas que estavam no local.
A caracterização foi um dos pontos centrais do golpe. De acordo com o relato, os criminosos usavam uniforme da Polícia Civil, distintivo e arma, um conjunto que dava aparência de legalidade à abordagem e reduzia a desconfiança de quem os via chegar ao hotel.
Com esse disfarce, a dupla conseguiu avançar dentro do estabelecimento. Segundo as informações, eles apresentaram um falso mandado e, a partir dele, obrigaram os funcionários do hotel a levá-los até o quarto onde estava o alvo da quadrilha, como se cumprissem uma ordem judicial.
Toda a movimentação acabou registrada por câmeras e por uma testemunha. De acordo com o relato, uma funcionária do hotel acompanhou a ação, e, com o suposto criminoso já rendido, os falsos policiais chegaram a negociar com o próprio hotel a forma de conduzir o procedimento para chamar menos atenção dos outros hóspedes.
Antes de deixar o local, os envolvidos ainda tentaram manter a aparência de normalidade. Segundo as informações, os falsos policiais comemoraram, se despediram da funcionária e passaram novas orientações, e, em seguida, o empresário foi levado do hotel para um cativeiro.
A libertação da vítima esteve condicionada a um pagamento. De acordo com o relato, o empresário só foi solto depois que os sequestradores receberam uma transferência de 750 mil reais em criptomoedas, valor exigido em troca da liberdade do refém.
Após ser liberado, o empresário procurou a polícia. Segundo as informações, ele registrou um boletim de ocorrência e, com as imagens gravadas pela funcionária do hotel, os investigadores chegaram ao carro usado na ação; um dos homens foi preso ainda dentro do veículo, com a suspeita de estar baleado, enquanto o outro segue foragido.
