A polícia recorreu à população em uma tentativa de encontrar uma criança que está desaparecida desde um crime ocorrido há mais de três anos. Segundo o relato, a busca envolve um homem condenado que continua foragido e o filho pequeno que ele levou consigo, e as autoridades divulgaram uma imagem para ajudar a localizar o menino.
O caso tem origem na morte de uma jovem mãe. De acordo com o relato, Regiane Carneiro, de 26 anos, foi encontrada morta dentro da casa onde morava, em Ribeirão Preto, no dia 25 de maio de 2022, e, segundo as investigações, ela foi espancada até a morte pelo marido, o que deu início ao processo criminal.
A Justiça chegou a uma condenação, mas ela não foi cumprida. Segundo o relato, Ivan Nogueira, que tinha 36 anos na época do crime, foi julgado e condenado pelo feminicídio de Regiane, mas nunca se apresentou à justiça para cumprir a pena e segue foragido, além de ser investigado pelo desaparecimento do próprio filho.
O ponto mais delicado do caso é o destino da criança. De acordo com o relato, depois do crime Ivan fugiu levando o filho do casal, que tinha apenas 3 anos, e desde então o menino nunca mais foi visto pela família materna, que passou a cobrar respostas sobre o paradeiro dele.
Para tentar reverter esse quadro, a polícia apostou na tecnologia forense. Segundo o relato, o Laboratório de Arte Forense produziu uma imagem, com base na última fotografia da criança, que mostra como Miguel pode estar hoje, aos 7 anos, e o retrato falado foi divulgado com a esperança de que alguém o reconheça e ajude a localizá-lo, e quem sabe também a Ivan.
As diligências já passaram pelo entorno do foragido. De acordo com o relato, a polícia ouviu os pais de Ivan, que negaram saber do paradeiro do menino, enquanto as autoridades apontam ainda que a criança não se encontra matriculada em escola, o que dificulta o rastreamento de sua rotina.
Enquanto a procura continua, a família materna já se mobiliza pelo futuro do menino. Segundo o relato, a avó materna deseja cuidar da criança, e um advogado explicou que, caso ela não tenha condições de manter a guarda, poderá ocorrer o acolhimento institucional em um abrigo, de forma temporária, até que a situação seja resolvida. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelos canais oficiais da Polícia Civil.
