O motorista de aplicativo Jose Edson da Silva, de 43 anos, foi morto por tres adolescentes durante um crime que teve como objetivo roubar o seu carro, em Ribeirao Preto, no interior de Sao Paulo. O caso ganhou forte repercussao pela violencia envolvida e por atingir um trabalhador que estava em atividade justamente para sustentar a familia.
Jose Edson era de Sertaozinho e, naquela noite, havia saido para fazer corridas por aplicativo em Ribeirao Preto. Como muitos motoristas, ele trabalhava ate o fim do dia em busca de renda para a casa, e a rotina de mais uma jornada de trabalho acabou terminando de forma tragica, longe da cidade onde morava.
Segundo a Policia Civil, tres adolescentes solicitaram uma corrida ja com a intencao de roubar o carro. A partir do momento em que entraram no veiculo, o plano era tomar o automovel do motorista. Jose Edson acabou atacado durante a acao e teve o carro levado pelos suspeitos, em um crime que combinou roubo e violencia extrema.
Apos o ataque, o corpo de Jose Edson foi encontrado no Rio Pardo dias depois. A localizacao do corpo confirmou o desfecho tragico do caso e reforcou a gravidade da acao dos suspeitos. Os tres adolescentes envolvidos acabaram confessando o crime, detalhando a participacao no roubo e na morte do motorista de aplicativo.
O trio foi detido dois dias depois do crime. Os tres adolescentes, de 13, 14 e 16 anos, estao internados na Fundacao Casa. A rapida identificacao e detencao dos envolvidos permitiu que o caso avancasse, ainda que sob um rito diferente do que se aplica a maiores de idade, por conta da idade dos suspeitos.
Como sao menores de idade, o caso nao segue o rito da justica comum. O processo e baseado no Estatuto da Crianca e do Adolescente, o ECA, e, por isso, o julgamento deve acontecer em ate 45 dias. Se forem responsabilizados, os adolescentes podem receber a medida mais grave prevista pela legislacao para casos como esse.
O caso tambem chamou a atencao pelo lado humano da historia. Jose Edson era pai e trabalhava para sustentar os filhos. Uma das ultimas mensagens que recebeu foi um audio do filho mais novo, de apenas 11 anos, pedindo que ele comprasse leite e presunto, itens simples do dia a dia. O pedido, feito em uma conversa comum, ganhou um significado profundo apos a morte do motorista, cuja promessa de retorno para casa nao pode ser cumprida.
