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Um adolescente autista de quinze anos foi atingido por uma granada lançada por um drone no Complexo da Penha, zona norte do Rio de Janeiro. O explosivo foi lançado por traficantes de uma facção rival que teria confundido o jovem com um criminoso. A Polícia Civil criou departamento especializado para investigar o uso de drones pelo crime organizado.
Um adolescente autista de quinze anos foi atingido por uma granada lançada por um drone no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. O jovem caminhava para encontrar a mãe na comunidade quando foi ferido na perna pelo explosivo.
Segundo testemunhas, a granada foi lançada por traficantes do Complexo de Israel, facção rival que domina comunidades vizinhas. O drone acompanhava o adolescente, que teria sido confundido com um criminoso da região por estar vestindo um casaco preto.
Moradores realizaram um protesto em frente ao hospital onde o jovem recebeu atendimento, pedindo justiça e o fim da violência que atinge inocentes. Uma familiar declarou que crianças não têm direito de circular livremente porque correm o risco de serem tratadas como criminosas.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro criou um departamento especializado para investigar o uso de drones pelo crime organizado. Os equipamentos são adquiridos no mercado paralelo e utilizados por facções para monitorar áreas controladas e transportar armas e explosivos.
Na semana passada, a Secretaria de Segurança flagrou uma reunião de traficantes que utilizavam drones para operações de vigilância e transporte de armamentos. O uso de tecnologia militar por organizações criminosas representa uma escalada preocupante na guerra entre facções que afeta comunidades inteiras no Rio de Janeiro.