Um policial militar é investigado no Rio de Janeiro por matar um homem e balear outro durante uma briga registrada no dia de um jogo da seleção brasileira. De acordo com as informações, o homem que aparece nas imagens segurando uma arma é um sargento da Polícia Militar, identificado como Wellington Sacramento. O caso ocorreu em uma praça em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade, e passou a ser apurado pelas autoridades.
Segundo o que foi divulgado, o sargento atirou e matou Fábio Ferreira da Silva, de 44 anos, durante uma discussão no local. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. As imagens do episódio passaram a ser analisadas como parte das apurações sobre o que de fato aconteceu na praça naquele momento.
Além da vítima que morreu, um outro homem, identificado apenas como Anderson, também foi baleado pelo policial durante a confusão. De acordo com as informações, ele foi atendido e posteriormente liberado. Familiares de Fábio cobraram explicações e pediram justiça, e um parente afirmou que ele teria sido atingido por um disparo nas costas.
De acordo com testemunhas ouvidas, a confusão teria começado depois de um desentendimento entre os filhos do sargento e de Anderson. Ainda segundo esses relatos, o atrito teria ocorrido durante a partida entre Brasil e Haiti pela Copa do Mundo. A discussão inicial, conforme essa versão, teria evoluído até resultar nos disparos registrados na praça.
Após os disparos, o policial se apresentou na delegacia e afirmou que agiu em legítima defesa. Equipes de perícia estiveram no local para coletar provas que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do caso. Os elementos recolhidos devem integrar a investigação conduzida pelas autoridades sobre a ação do sargento.
Em nota, a Polícia Civil informou que o autor dos disparos não permaneceu preso em flagrante. Segundo o órgão, a autoridade policial não identificou a presença dos requisitos legais necessários para a prisão em flagrante. Dessa forma, o sargento respondeu à apresentação sem ter sido mantido detido logo após o episódio.
A versão de legítima defesa apresentada pelo policial é contestada por quem presenciou a cena. Uma testemunha que não quis se identificar afirmou que a vítima teria sido atingida no rosto e nas costas, e questionou que essa ação pudesse ser caracterizada como legítima defesa. Procurada, a defesa do sargento não foi localizada para se manifestar sobre as acusações.
