Um caso que parou a cidade de Rio Claro, no interior de São Paulo, chamou a atenção pela sequência de acontecimentos difíceis de acreditar. Um bebê de apenas um mês de vida foi dado como morto pelo hospital onde estava internado, mas, horas depois, voltou a apresentar sinais de vida e foi encontrado ainda vivo por agentes funerários, num desfecho que deixou a família e os profissionais envolvidos em estado de choque.
O bebê, chamado Noa, era o caçula da família e havia nascido prematuro. Ainda durante a gestação, por volta do sexto para o sétimo mês, a família descobriu que ele tinha uma fenda palatina. Por causa de complicações, ele nasceu em 15 de junho, em uma cesárea de emergência, e desde então estava internado na UTI, já que não conseguia respirar sozinho e chegava a ter paradas respiratórias.
Foi durante uma visita, para comemorar um mês de vida de Noa, que a situação se agravou. Segundo o relato dos pais, o bebê teve uma parada cardiorrespiratória e a médica tentou reanimá-lo por cerca de 45 minutos. Ao final, Noa foi declarado morto pela equipe médica, que comunicou aos pais que a criança havia falecido, apesar de todos os esforços de reanimação.
Diante da notícia, os pais chegaram a tirar a certidão de óbito do bebê e receberam do hospital uma lembrança, com a marca do pezinho e um cacho de cabelo da criança. Sem imaginar o que estava por vir, eles foram embora para casa, acreditando que não havia mais nada a ser feito e que precisariam lidar com a perda do filho recém-nascido.
A partir daquele momento, entraram na história dois agentes funerários do município de Rio Claro, Matheus e Regina, responsáveis por recolher o corpo. Ao chegarem ao necrotério da Santa Casa para fazer a retirada, Matheus percebeu que o saco se mexia. Sem acreditar no que via, ele se aproximou e confirmou o movimento mais de uma vez, até constatar, ao lado da colega, que o bebê estava vivo.
A descoberta transformou completamente o rumo do caso, devolvendo à família uma esperança que havia sido dada como perdida. Segundo a mãe, há também boas notícias sobre o estado de Noa, já que os médicos começaram a retirar os equipamentos que ajudavam o bebê a respirar. Ainda assim, o episódio, marcado por uma falha que levou a criança a ser declarada morta quando ainda estava viva, passou a repercutir na cidade e levanta questionamentos sobre o que ocorreu dentro da unidade de saúde.
