Um ataque com granada movimentou o Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. Segundo as informações apresentadas, o que era uma festa para chefes do tráfico foi interrompido quando, de repente, uma granada caiu do céu, disparada por um drone. O episódio expôs o uso cada vez mais frequente desse tipo de artefato na disputa entre facções na cidade.
As imagens do ataque foram registradas logo após a explosão. De acordo com o relato, elas foram feitas pouco depois de o artefato cair e mostram que o azulejo do fundo de uma piscina foi danificado. O alvo, segundo as informações, era uma área de lazer localizada no Complexo da Penha, ponto de intensa atuação do crime organizado.
A apuração indicou quem estava no local no momento do ataque. Conforme o jornalismo da Record apurou, havia uma festa com a presença de criminosos ligados ao Comando Vermelho quando o artefato foi lançado. Apesar de a granada ter caído perto das pessoas que estavam no local, não houve registro de feridos na ação.
As investigações apontam para a rivalidade entre facções como possível motivação. De acordo com as informações, a possibilidade de um ataque da facção rival Terceiro Comando Puro não está descartada. Segundo o relato, a ordem para o ataque teria partido de um dos chefes da facção, Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, que é considerado foragido.
O criminoso apontado como mandante tem histórico de atuação na região. Conforme as informações, Peixão controla o Complexo de Israel, um conjunto de comunidades onde a polícia demoliu um resort do tráfico no ano passado. Após o novo ataque, o policiamento no Complexo da Penha foi reforçado para tentar conter a escalada da violência entre os grupos.
O caso se soma a uma sequência de ataques recentes com o mesmo método. De acordo com o relato, em apenas três dias, 34 granadas foram arremessadas por drones pelo Terceiro Comando Puro contra o Comando Vermelho. O uso desses artefatos lançados do alto tem se tornado uma marca da disputa territorial entre as facções na capital fluminense.
