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Rio de Janeiro registra 105 feminicídios em 2025 e média de 18 mulheres agredidas por hora, aponta ISP

Rio de Janeiro registra 105 feminicídios em 2025 e média de 18 mulheres agredidas por hora, aponta ISP

Dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública mostram que a violência contra as mulheres atingiu um nível alarmante no estado do Rio de Janeiro. Em 2025, foram 105 mulheres vítimas de feminicídio e uma média de 18 mulheres e meninas sofreram algum tipo de violência por hora, com quase 160 mil vítimas no período. A maioria dos feminicídios foi cometida dentro de casa, pelos próprios companheiros, e mais de 70% das vítimas já haviam sofrido violência doméstica antes, sem terem registrado denúncia.

A violência contra as mulheres atingiu um nível descrito como alarmante no estado do Rio de Janeiro, segundo dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública. Os números expõem a dimensão de um problema que atravessa todo o território fluminense e se manifesta com frequência no dia a dia das vítimas.

De acordo com o levantamento, em apenas uma hora uma média de 18 mulheres e meninas foram vítimas de algum tipo de violência no estado do Rio de Janeiro em 2025. Ao longo do período, o total chegou a quase 160 mil vítimas, um retrato da recorrência e da amplitude das agressões.

Entre os casos mais graves estão os feminicídios. Os dados apontam que 105 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025 no estado, mortes que representam o desfecho extremo de um ciclo de violência que muitas vezes já vinha se desenrolando antes.

O perfil desses crimes chama a atenção pela proximidade entre vítimas e agressores. A maioria dos feminicídios foi cometida dentro de casa e pelos próprios companheiros das vítimas, o que reforça o caráter doméstico e íntimo dessa forma de violência.

Os números também revelam uma lacuna preocupante entre o sofrimento e a denúncia. Mais de 70% dessas mulheres já haviam sofrido algum tipo de violência doméstica antes do assassinato, mas não haviam registrado a agressão junto às autoridades.

Essa subnotificação é apontada como um dos maiores desafios no enfrentamento do problema. Quando a violência não é formalmente registrada, torna-se mais difícil acionar medidas de proteção e interromper a escalada que, em muitos casos, culmina no feminicídio.

Segundo os responsáveis pelo levantamento, os dados devem subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. O retrato traçado pelo Instituto de Segurança Pública reforça a cobrança por ações de prevenção, acolhimento e incentivo à denúncia no estado do Rio de Janeiro.

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