Um esquema de fraude mirou diretamente o funcionalismo ligado ao controle de contas públicas no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, uma quadrilha aplicou golpes contra servidores do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro se passando por advogados, explorando a confiança de quem foi abordado para conseguir dinheiro.
O primeiro passo do golpe era o contato direto com a vítima. De acordo com o relato, os golpistas ligavam e mandavam mensagens fingindo ser advogados, criando uma abordagem que dava aparência de legitimidade ao contato e abria caminho para o restante da conversa.
A escolha das vítimas seguiu um perfil específico dentro do órgão. Segundo as investigações, os alvos eram servidores da ativa, aposentados e pensionistas do Tribunal de Contas, um grupo que a quadrilha parecia conhecer o suficiente para direcionar as abordagens de forma personalizada.
O objetivo final da conversa era levar a vítima a transferir dinheiro. De acordo com o relato, em uma das mensagens a vítima recebe os dados para fazer um PIX, etapa em que o golpe se concretizava com a transferência dos valores solicitados pelos criminosos.
O alcance da ação aparece no número de pessoas abordadas. Segundo a polícia, ao menos 25 servidores receberam o mesmo tipo de contato, o que indica uma atuação em série, com a repetição da mesma estratégia contra diferentes integrantes do quadro do Tribunal.
O prejuízo estimado dá a dimensão financeira do esquema. De acordo com as investigações, a estimativa é que a quadrilha tenha causado um prejuízo de um milhão de reais, valor que reúne as perdas atribuídas ao conjunto de golpes aplicados contra os servidores.
Diante do caso, a instituição afetada se posicionou sobre a apuração. Segundo o relato, o Tribunal de Contas do Rio disse que colabora com as investigações, enquanto as autoridades seguem trabalhando para identificar os responsáveis e esclarecer todos os detalhes da fraude.
