Uma familia que passava por um momento delicado foi alvo de um golpe dentro de um hospital no Rio de Janeiro. Segundo a reportagem, uma familia que ja estava enfrentando um momento de fragilidade virou alvo de um golpe dentro de um hospital na cidade. O caso envolveu o uso de informacoes de um paciente para enganar parentes que acompanhavam a internacao.
O golpe teve como base transferencias bancarias instantaneas. De acordo com a reportagem, criminosos tiveram acesso a informacoes do paciente e conseguiram convencer parentes a fazer transferencias por PIX, usando a falsa promessa de que seriam pagamentos por medicamentos. O valor estampado nos comprovantes das transferencias para os golpistas passou de R$1.200.
A reportagem detalhou quem estava no centro do caso. Segundo o relato, desde domingo Ana Carolina estava com um filho de 7 anos internado no Hospital Universitario Pedro Ernesto, na zona norte do Rio. Foi nesse contexto de internacao que a familia acabou sendo abordada pelos criminosos.
O primeiro contato veio disfarcado de um procedimento comum. De acordo com a reportagem, a mae da crianca recebeu uma ligacao pelo telefone fixo do hospital para uma falsa pesquisa de satisfacao e, nela, confirmou os telefones dela, da irma e da mae. As informacoes passadas nessa suposta pesquisa, na verdade, seriam usadas para aplicar o golpe.
Os golpistas demonstraram conhecer detalhes internos do atendimento. Segundo o relato da familia, a pessoa sabia ate que o filho estava no centro cirurgico, fazendo a cirurgia do cateter dele para colocar no pescoco. Em seguida, um golpista entrou em contato com a mae e, na conversa, se apresentou como o doutor Carlos Eduardo.
A partir dai, comecaram os pedidos de dinheiro. De acordo com a reportagem, o golpista informou uma chave PIX e a transferencia de R$650 foi feita ainda durante a madrugada. Tres minutos depois, ele afirmou que, devido ao processo evolutivo, seria necessario o pagamento de duas ampolas de medicacoes polivitaminicas, no valor de R$580.
A cobranca continuou ao longo da manha. Segundo a reportagem, as sete da manha o suposto medico cobrou uma resposta da familia e, duas horas depois, a vitima enviou o comprovante do novo PIX. Quando Ana se deu conta do golpe, resolveu questionar o criminoso, registrou o caso na Policia Civil e passou a cobrar explicacoes da administracao do hospital.
