O governo do Rio de Janeiro pediu a Justica a falencia da Refit, empresa que controla a refinaria de Manguinhos, segundo a Record News. De acordo com a reportagem, o pedido representa um passo grave contra o grupo, que ate entao vinha sendo tratado no ambito de um processo de recuperacao judicial. A medida coloca em xeque a continuidade das operacoes de uma das refinarias conhecidas do estado, sob controle da companhia.
A justificativa apresentada pelo governo estadual esta ligada a situacao operacional da empresa. Conforme a Record News, de acordo com a solicitacao encaminhada a Justica, a Refit perdeu as condicoes de continuar operando. Esse argumento sustenta o pedido de falencia, ao indicar que a companhia nao teria mais capacidade de manter suas atividades em funcionamento como vinha ocorrendo ate agora.
Alem da questao operacional, o pedido se apoia no enquadramento juridico do grupo. Segundo a reportagem, a empresa nao reune mais os requisitos para permanecer em recuperacao judicial, regime que costuma ser usado para tentar reorganizar companhias endividadas e evitar justamente a falencia. Com isso, o governo do Rio passou a defender que o caso avance para a decretacao da falencia da Refit.
O tamanho do passivo do grupo aparece como um dos pontos centrais do caso. De acordo com a Record News, a Refit acumula dividas tributarias que passam de R$ 25 bilhoes. Esse volume de debitos com o fisco ajuda a dimensionar a gravidade da situacao financeira da empresa e reforca o argumento do estado sobre a impossibilidade de manutencao das suas operacoes.
Os numeros de faturamento e lucro mostram uma reviravolta rapida na trajetoria da companhia. Conforme a reportagem, depois de faturar mais de R$ 1 bilhao por mes em 2025, o lucro da Refit despencou para praticamente zero no inicio deste ano. Essa queda abrupta no resultado ilustra a deterioracao das contas do grupo em um curto espaco de tempo, no periodo que antecedeu o pedido de falencia.
O caso tambem envolve a figura do dono da empresa, citado pela reportagem. Segundo a Record News, a Refit pertence a Ricardo Magro, considerado o maior sonegador do pais e que vive nos Estados Unidos. A associacao entre o controlador e o volume de dividas tributarias reforca o cenario descrito no pedido apresentado pelo governo do Rio de Janeiro a Justica.
