Um policial penal foi preso no Rio Grande do Sul sob suspeita de ter facilitado a fuga de um detento apontado como uma das lideranças de uma facção criminosa que atua na região metropolitana. O caso é apurado pela polícia, que investiga como o preso conseguiu deixar a unidade prisional sem que a saída fosse registrada de imediato.
De acordo com a apuração, o detento foi identificado como William Ramos Silveira, de 29 anos, que já havia sido indiciado por dez homicídios e tem uma extensa ficha criminal. Ainda restavam mais de 30 anos de pena a cumprir, e ele passou a ser considerado foragido.
A fuga chamou a atenção pela forma como ocorreu. Segundo as informações, o preso deixou a Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas, na região metropolitana de Porto Alegre, pela porta da frente e em plena luz do dia, em cenas que foram registradas por câmeras.
De acordo com a apuração, havia uma divergência importante nos registros. Segundo as investigações, o controle apontava o detento como presente na unidade no dia 1º de junho, mas, na prática, ele havia deixado o local ainda no dia 21 de maio.
As investigações apontaram que um servidor responsável pelas liberações teria facilitado a fuga. De acordo com a apuração, ele teria falsificado o alvará de soltura do preso, e é em torno dessa conduta que se concentra a suspeita levantada pelas autoridades.
Ainda conforme as informações, o servidor já havia sido afastado das funções pela corregedoria antes da prisão. Ele acabou detido em sua casa, na cidade de Pelotas, no sul do estado, no âmbito das medidas determinadas no caso.
Segundo o que foi divulgado, o policial penal deve responder por pelo menos sete crimes. O número de acusações indica a dimensão que a investigação atribui à sua eventual participação no episódio da fuga.
A defesa do servidor se manifestou sobre o caso. Segundo os advogados, não há provas da participação dele na fuga do apenado, e a prisão teria sido baseada apenas em suposições, sem elementos concretos que sustentem a acusação.
Para a polícia, no entanto, o crime foi premeditado. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes da fuga, e o servidor responde ao processo preservado pela presunção de inocência até uma eventual decisão da Justiça.
