Um policial penal foi preso no Rio Grande do Sul sob suspeita de ter facilitado a fuga de um homem condenado por homicídio. O caso é apurado pela polícia, que investiga como um detento conseguiu deixar a unidade prisional sem que a saída fosse registrada de imediato.
De acordo com a apuração, havia uma divergência importante nos registros. Segundo as investigações, o controle apontava o detento como presente na unidade no dia 1º de junho, mas, na prática, ele havia deixado o local ainda no dia 21 de maio.
As investigações apontaram que um servidor responsável pelas liberações teria facilitado a fuga. É em torno da atuação desse policial penal que se concentra a suspeita levantada pelas autoridades no decorrer da apuração.
Ainda conforme as informações, o servidor já havia sido afastado das funções pela corregedoria antes da prisão. Ele acabou detido em sua casa, na cidade de Pelotas, no sul do estado, no âmbito das medidas determinadas no caso.
Segundo o que foi divulgado, o policial penal deve responder por pelo menos sete crimes. O número de acusações indica a dimensão que a investigação atribui à sua eventual participação no episódio da fuga.
A defesa do servidor se manifestou sobre o caso. Segundo os advogados, não há provas da participação dele na fuga do apenado, e a prisão teria sido baseada apenas em suposições, sem elementos concretos que sustentem a acusação.
Para a polícia, no entanto, o crime foi premeditado. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes da fuga, e o servidor responde ao processo preservado pela presunção de inocência até uma eventual decisão da Justiça.
