Uma greve dos rodoviários afetou o transporte público no Rio de Janeiro, e o dia amanheceu com os ônibus nas garagens. A paralisação comprometeu a circulação em diferentes pontos da cidade e deixou passageiros à espera nos terminais.
Segundo as informações divulgadas, quase 50 veículos que tentaram sair às ruas foram vandalizados. A situação prejudicou os motoristas, a população e o funcionamento regular do serviço, em um cenário classificado como inaceitável por representantes do setor.
A paralisação foi motivada por um impasse salarial entre os donos das empresas e os rodoviários. O desacordo travou as negociações e levou à interrupção das operações ao longo do dia.
Por determinação da Justiça do Trabalho, no mínimo metade da frota de ônibus deveria estar rodando nas ruas durante a paralisação. No entanto, ao longo do dia, essa quantidade não foi atingida, o que agravou os transtornos para quem depende do transporte.
O resultado foi de longas filas nos terminais e ônibus lotados em diversos pontos. No maior terminal do BRT da Barra da Tijuca, na zona sudoeste da cidade, a volta para casa se transformou em mais um teste de paciência para os passageiros.
Usuários relataram esperas demoradas e veículos cheios. A cada intervalo, o BRT chegava lotado, dificultando o deslocamento de quem tentava voltar para casa após o expediente.
Para tentar destravar o impasse, está marcada para amanhã uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho. O encontro deve reunir as partes envolvidas na disputa salarial em busca de um acordo que normalize o serviço.
