A guerra entre facções criminosas ganhou mais um capítulo sangrento no Rio de Janeiro. Segundo o relato, um confronto entre grupos rivais deixou cinco mortos neste sábado na cidade, em meio a uma sequência de tiroteios que expôs a intensidade da disputa territorial travada entre as organizações e o risco crescente para moradores que ficam no meio do fogo cruzado.
Entre as vítimas está uma jovem que não tinha qualquer ligação com o crime. De acordo com o relato, Caroline Nascimento, de 29 anos, que tinha autismo, foi morta em Cordovil, na zona norte do Rio, onde um ônibus chegou a ser atravessado na pista durante a ação. Familiares lamentaram a perda e afirmaram que ela não tinha nada a ver com o confronto, cobrando explicações para a tragédia.
A morte de Caroline foi apenas uma parte de uma onda de violência concentrada em poucas horas. Segundo o relato, em menos de 24 horas ao menos 13 pessoas foram baleadas na cidade. Um dos ataques foi gravado por uma câmera de segurança em um bar em Rio das Pedras, na zona sudoeste, onde um homem morreu e outras duas pessoas ficaram feridas.
Os episódios se espalharam por diferentes pontos do Rio. De acordo com o relato, a menos de dez quilômetros do bar, outras três pessoas foram baleadas, entre elas dois irmãos, em uma comunidade. Ainda durante a noite, os tiroteios deixaram um policial ferido, num quadro que reforçou a sensação de insegurança em várias regiões da capital fluminense.
Por trás da escalada está uma disputa por território entre grupos rivais. Segundo o relato, a violência faz parte do processo expansionista do Comando Vermelho, enquanto o Terceiro Comando Puro, que tem como base principal o Complexo de Israel, na zona norte, tenta incorporar comunidades próximas controladas pela facção adversária, o que vem alimentando os confrontos.
A forma como os ataques têm sido conduzidos acendeu um alerta entre as autoridades. De acordo com o relato, investigadores avaliam que os criminosos passaram a adotar práticas de cartéis mexicanos e técnicas utilizadas em guerra, e um especialista alertou que, se a expansão continuar nesse ritmo, as organizações criminosas podem chegar a ocupar de 70% a 80% do território do Rio de Janeiro.
Em meio à escalada, a polícia também registrou avanços neste sábado. Segundo o relato, nove criminosos foram presos e quatro fuzis apreendidos em uma operação na comunidade Cesar Maia, realizada para impedir um confronto entre facções rivais; cercados em uma área de mata, os suspeitos se renderam após uma negociação com o BOPE, e os agentes ainda apreenderam uma granada e drogas.
