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Operação mira desvio de R$ 86 milhões em instituto no Rio

Operação mira desvio de R$ 86 milhões em instituto no Rio

O Ministério Público investiga um esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado mais de 80 milhões de reais em um único instituto ligado ao governo do Rio de Janeiro. Segundo o relato, seis pessoas foram presas e parte da verba que deveria ser aplicada em projetos de saneamento, moradia, energia e mobilidade na região metropolitana era desviada. O esquema teria movimentado 86 milhões de reais em quatro anos. Entre os presos estão o presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho, detido em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, e o diretor de planejamento e projetos, Maurício dos Santos. A Justiça afastou os diretores do instituto.

Uma investigação sobre o uso do dinheiro público no Rio de Janeiro terminou em prisões e revelou um esquema de grande porte. Segundo o relato, o Ministério Público apura um esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado mais de 80 milhões de reais em um único instituto ligado ao governo do estado, e a ação resultou na prisão de seis pessoas.

O ponto mais grave, segundo a apuração, está na origem dos recursos desviados. De acordo com o relato, parte da verba que deveria ser aplicada em projetos de saneamento, moradia, energia e mobilidade na região metropolitana do Rio era desviada, retirando dinheiro de áreas essenciais para a população.

As investigações detalharam como o dinheiro saía dos cofres do instituto. Segundo o relato, fingia-se a realização de um contrato para que o dinheiro pudesse ser destinado a determinada empresa e, depois, sacado e revertido de volta para os investigados, em um ciclo montado para dar aparência legal ao desvio.

O volume movimentado ao longo do tempo impressiona pela dimensão. De acordo com o relato, o esquema teria movimentado 86 milhões de reais em quatro anos, cifra que ajuda a medir o tamanho do prejuízo atribuído ao grupo investigado.

Entre os presos estão nomes que ocupavam posições de comando no instituto. Segundo o relato, foram detidos o presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho, preso em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, e o diretor de planejamento e projetos, Maurício dos Santos, apontado pelo Ministério Público como responsável por direcionar contratos.

O fio que levou à operação começou a ser puxado ainda no início do ano. De acordo com o relato, as investigações começaram em janeiro, depois que a presidente de uma empresa terceirizada foi flagrada quando transportava 500 mil reais com apoio de escolta armada, episódio que chamou a atenção das autoridades.

Além das prisões, a Justiça tomou medidas contra a cúpula do instituto. Segundo o relato, os diretores do Instituto Rio Metrópole foram afastados de suas funções, enquanto a defesa dos investigados não foi localizada e as apurações sobre o alcance do esquema continuam.

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