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Rio tem menor letalidade violenta para o período desde 1991

Rio tem menor letalidade violenta para o período desde 1991

Dados do Instituto de Segurança Pública mostram que o Rio de Janeiro registrou queda de mais de 10% nos crimes contra a vida entre janeiro e maio de 2026, o menor patamar para o período desde 1991. Os roubos de rua também caíram, mas os ataques a cargas e veículos voltaram a crescer.

O estado do Rio de Janeiro registrou uma queda nos casos de crimes violentos nos primeiros cinco meses de 2026, embora ainda enfrente desafios no combate a outros tipos de crime. Os números, divulgados pelo Instituto de Segurança Pública, mostram um cenário misto. Enquanto os crimes contra a vida recuaram, os roubos de cargas e de veículos voltaram a crescer no mesmo período analisado.

De acordo com os dados, entre janeiro e maio deste ano os crimes contra a vida caíram mais de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. A redução aponta para uma tendência de melhora em um dos indicadores mais sensíveis da segurança pública. O resultado foi destacado como um dos pontos centrais do levantamento mais recente do órgão.

A chamada letalidade violenta reúne crimes como homicídio, feminicídio, latrocínio e morte provocada por intervenção policial. Segundo o levantamento, foram 1.500 vítimas no período analisado. Esse é o menor número para o acumulado do ano desde o início da série histórica, que começou em 1991, o que marca um patamar inédito em mais de três décadas de registros.

O Rio de Janeiro também apresentou o menor número de roubos de rua dos últimos 21 anos. Os assaltos somaram mais de 20 mil ocorrências nos cinco primeiros meses de 2026. Esse total representa uma queda de quase 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, reforçando a tendência de redução observada em parte dos indicadores.

Apesar das reduções registradas em diversos indicadores, os dados mostram que nem todos os crimes recuaram. Os roubos de veículos e de cargas voltaram a crescer no estado. Os ataques a cargas aumentaram 20% entre janeiro e maio, com mais de 1.500 registros desse tipo de crime no período, o que mantém o tema entre os principais desafios para as autoridades.

Os números foram divulgados pelo Instituto de Segurança Pública, responsável por consolidar as estatísticas criminais do estado. O conjunto de dados desenha um quadro de avanços em áreas como a letalidade violenta e os roubos de rua, ao mesmo tempo em que expõe a persistência dos ataques a cargas e veículos. As autoridades seguem acompanhando a evolução desses indicadores ao longo do ano.

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