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Polícia do Rio mira venda de peças de carros roubados em desmanches

Polícia do Rio mira venda de peças de carros roubados em desmanches

A polícia do Rio de Janeiro realizou uma operação contra a venda de peças de carros roubados que abasteciam desmanches clandestinos, num esquema milionário. Entre os alvos estava um ferro velho cujo dono foi preso, e outro suspeito foi detido com aparelhos de GPS sem origem comprovada. Segundo a apuração, em pouco mais de um ano os investigados movimentaram mais de dez milhões de reais.

A polícia do Rio de Janeiro realizou uma operação voltada para o combate à venda de peças de carros roubados. O foco da ação foram estabelecimentos que abasteciam desmanches clandestinos. Segundo a investigação, trata-se de um esquema de proporções milionárias. As autoridades buscam desarticular toda a cadeia envolvida nesse tipo de crime.

A abordagem policial foi registrada durante a chegada das equipes a um dos endereços alvos. Um alicate chegou a ser usado para abrir o portão de um dos locais. Ao entrarem, os agentes anunciaram a presença da polícia no estabelecimento. A diligência fez parte do esforço para identificar a origem das peças comercializadas.

Entre os alvos da operação estava um ferro velho apontado pelos investigadores. No local, os policiais identificaram que parte das peças encontradas era de origem roubada. Diante da constatação, o dono do estabelecimento acabou preso. A ação mirou justamente os pontos que davam destino às peças retiradas dos veículos.

Além do responsável pelo ferro velho, outro suspeito foi detido durante a operação. Ele foi parado quando saía de carro levando aparelhos de GPS sem origem comprovada. Esse material reforçou as suspeitas sobre a atuação do grupo. Segundo as informações, a defesa dos presos não foi localizada.

As investigações apontaram que o esquema funcionava de forma estruturada e com diferentes funções. Além dos assaltantes responsáveis pelos roubos, a quadrilha contava com intermediários. Esses intermediários ficavam encarregados de desmontar os carros subtraídos. Havia ainda empresários que compravam as peças resultantes desse processo.

O volume financeiro movimentado pelo grupo chamou a atenção dos investigadores. De acordo com a apuração, em pouco mais de um ano os investigados movimentaram mais de dez milhões de reais. As autoridades destacaram que a receptação tem reflexo direto no aumento da criminalidade nas ruas. Por isso, o combate a esse mercado é considerado essencial pelas forças de segurança.

O caso se insere em um cenário nacional de elevado número de roubos de veículos. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, mais de 126 mil veículos foram roubados no país em um período de 12 meses. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco lideram essa lista. Os dados ajudam a dimensionar a importância de ações como a realizada agora no Rio.

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