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Dois pedreiros foram mortos a tiros pela policia militar do Rio de Janeiro quando se deslocavam de moto para o trabalho carregando ferramentas. Os disparos totalizaram 45 tiros. Moradores revoltados bloquearam a BR-101 em Sao Goncalo em protesto.
Dois pedreiros foram mortos a tiros pela policia militar do Rio de Janeiro na manha desta quarta-feira enquanto se deslocavam de moto para o trabalho. Conforme reportado pela Record News, Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 47 anos, foram baleados por policiais militares que estavam parados em uma rua proxima a uma comunidade na regiao metropolitana do Rio.
Segundo as familias das vitimas, os dois homens carregavam ferramentas de trabalho na moto e se dirigiam a uma obra onde Edivan, dono de um bar, ajudava o amigo Marcelo desde o inicio da semana para complementar a renda. Dentro da mochila encontrada no local foram achadas ferramentas de pedreiro e marmitas. Os familiares afirmam que foram disparados 45 tiros contra as vitimas sem qualquer abordagem ou sirene previa.
A morte dos dois trabalhadores provocou forte revolta na comunidade local. Moradores se reuniram e bloquearam a BR-101 em Sao Goncalo, na regiao metropolitana do Rio de Janeiro. O helicoptero da Record flagrou o momento em que manifestantes jogaram pneus em carros que tentavam furar o bloqueio. Uma viatura policial foi atingida por uma pedra e onze linhas de onibus tiveram a circulacao prejudicada durante o protesto.
A Corregedoria da Policia Militar do Rio abriu um procedimento interno para apurar a conduta dos policiais envolvidos na operacao. Os agentes foram afastados das atividades nas ruas e tiveram suas armas apreendidas para a pericia. A Delegacia de Homicidios tambem acompanha o caso e vai analisar as imagens das cameras corporais dos policiais militares para esclarecer as circunstancias dos disparos.
O caso reacende o debate sobre a violencia policial no Rio de Janeiro e o uso desproporcional de forca em operacoes em comunidades. Familiares das vitimas pedem justica e questionam por que os policiais nao realizaram qualquer tipo de abordagem antes de abrir fogo contra os trabalhadores. O episodio e o mais recente de uma serie de mortes de inocentes durante operacoes policiais na regiao metropolitana do Rio de Janeiro.