Um caso de agressão registrado em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, chamou a atenção pela motivação banal e pelo desfecho administrativo. Segundo o relato, uma jovem identificada como Maria Antônia Viter, de 24 anos, foi agredida por três mulheres durante uma festa em uma academia de crossfit. Ela falou ao vivo sobre o episódio, ainda com ferimentos visíveis no rosto.
De acordo com a vítima, tudo começou em um momento de descontração no evento. Conforme o relato, havia um karaokê na festa e Maria Antônia resolveu cantar. Três mulheres não gostaram da apresentação e passaram a fazer provocações por causa da voz dela. Em poucos segundos, segundo a jovem, a situação saiu do controle e ela acabou sendo agredida pelo trio.
A vítima afirmou que não tinha qualquer relação anterior com as agressoras. De acordo com as informações, ela disse que não conhecia as três mulheres e que apenas uma delas treinava no mesmo local, em horário diferente. Segundo Maria Antônia, não houve nenhuma conversa, discussão ou provocação prévia, e o ataque teria sido motivado unicamente pelo fato de ela ter cantado.
As consequências físicas da agressão foram registradas pela própria vítima. Conforme o relato, Maria Antônia ficou com ferimentos no rosto e outros machucados espalhados pelo corpo. Diante da gravidade, ela procurou a delegacia ainda no mesmo dia, registrou um boletim de ocorrência e passou por exame de corpo de delito para documentar as lesões.
Um detalhe revelado depois deu outra dimensão ao caso. Segundo o relato, no momento da agressão a vítima não sabia quem eram as três mulheres, mas descobriu em seguida que todas trabalhavam na Secretaria Municipal da Mulher de Belford Roxo. A jovem afirmou que inicialmente só tinha o nome de uma delas e que, depois, conseguiu identificar as outras duas e anexou as informações ao processo.
Após a repercussão, houve uma resposta da administração municipal e da academia. De acordo com as informações, as três mulheres foram identificadas e exoneradas dos cargos comissionados que ocupavam na Secretaria Municipal da Mulher, e o caso passou a ser investigado. A academia de crossfit também divulgou uma nota repudiando o episódio, classificado como absurdo por quem acompanhou a história.
