Uma jovem denunciou ter tido a privacidade do celular invadida por um atendente durante um atendimento em uma loja, em Santa Catarina. Segundo o relato, ela entregou a senha do aparelho acreditando que o profissional precisava dela apenas para desbloquear o telefone e acessar um aplicativo. A confiança no atendimento, no entanto, teria sido quebrada logo em seguida, de acordo com a cliente.
De acordo com a jovem, o atendente pediu a senha alegando que precisava dela para entrar no aplicativo e concluir o serviço. Ela contou que passou os dados sem desconfiar, imaginando que ele estava apenas cumprindo o trabalho dele. Foi a partir desse acesso, segundo o relato, que a situação teria tomado um rumo diferente do que ela esperava ao procurar a loja.
Ainda conforme a denúncia, em vez de se limitar ao serviço, o atendente teria acessado itens privados e ocultos do celular. Em seguida, ele teria enviado fotos da cliente para outro aparelho, usando a ferramenta de compartilhamento do próprio telefone. A jovem afirma que não autorizou esse tipo de acesso ao seu conteúdo pessoal nem o envio das imagens.
A situação só foi percebida quando ela já deixava a loja. Nesse momento, a cliente viu uma notificação na tela indicando que fotos haviam sido enviadas para outro dispositivo. Diante do alerta, ela tentou entrar em contato com o aparelho para onde o material havia sido transferido, percebendo então o que teria acontecido com os seus arquivos pessoais.
Segundo a advogada que acompanha o caso, a conduta do atendente pode se enquadrar em crimes relacionados à violação da intimidade e ao acesso indevido de dados pessoais. A defesa da vítima sustenta que isso valeria mesmo que ela tenha fornecido a senha, já que a permissão seria apenas para o serviço, e não para acessar e compartilhar conteúdo privado guardado no aparelho.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina. Em nota, a operadora envolvida informou que o profissional não era funcionário da empresa, mas de uma prestadora de serviços. A companhia afirmou adotar tolerância zero para esse tipo de conduta e pediu desculpas à cliente pelo ocorrido durante o atendimento.
A jovem disse que decidiu tornar o caso público para alertar outras pessoas sobre o risco de entregar o celular e a senha durante atendimentos. Ela afirmou que pretende responsabilizar o atendente e espera que ele responda pelo que fez. O atendente é tratado como suspeito e responde sob a presunção de inocência enquanto a investigação prossegue para esclarecer os fatos.
