Um homem de 36 anos foi morto a tiros na frente de uma escola em Santo André, no ABC Paulista, na Grande São Paulo. A vítima, identificada como André Mancini, tinha ido até o colégio para ajudar a sobrinha, e acabou atingida em um episódio de violência que a polícia agora reconstrói passo a passo.
André Mancini era pai de cinco filhos e descrito por familiares como um trabalhador. Sua morte deixou a família em choque e temendo por sua própria segurança, ainda que, segundo parentes, confie na resposta da Justiça para o caso.
De acordo com a apuração, tudo começou com uma discussão entre duas alunas dentro da escola, uma de 11 e outra de 15 anos, motivada por uma suposta fofoca. A situação escalou rapidamente e passou a envolver ameaças e agressões dentro do ambiente escolar.
Assustada, a menina mais nova avisou a família de que uma aluna mais velha estaria reunindo um grupo para agredi-la e pediu para ser buscada. Diante do alerta, os familiares enviaram o tio, André Mancini, para ir até o colégio buscá-la.
Quando ele chegou à saída da escola, a sobrinha já estava sendo agredida. Ao tentar separar a briga e proteger a menina, o tio passou a ser atacado. Segundo o relato, ele foi golpeado e, em seguida, um homem surgiu armado no local.
Foi nesse momento que os disparos foram feitos em plena via, na frente do colégio, atingindo André Mancini. As primeiras informações da investigação indicam que a ação teria sido premeditada, com o grupo se organizando para o confronto que terminou na morte do trabalhador.
O principal suspeito de efetuar os disparos foi preso e, de acordo com a apuração, tem duas passagens anteriores pela polícia. Ele permanece detido enquanto aguarda a audiência de custódia. As identidades das crianças e adolescentes envolvidas são preservadas, e o suspeito responde ao processo amparado pela presunção de inocência até uma decisão da Justiça.
