Um grave acidente na rodovia Presidente Castelo Branco, em Osasco, na Grande São Paulo, terminou com a morte de três pessoas de uma mesma família. O caso foi o mais sério de um fim de semana marcado pela violência no trânsito no estado, e o motorista apontado como responsável, que dirigia outro veículo, acabou preso após a colisão.
As três vítimas estavam juntas dentro do mesmo carro no momento do acidente. Segundo o relato, tratava-se de uma criança, da mãe dela e do namorado, que faziam o trajeto pela rodovia quando foram atingidos. A presença de uma criança entre os mortos deu ao caso um contorno ainda mais dramático e comoveu quem acompanhou a repercussão.
De acordo com as informações divulgadas, o carro em que a família estava pegou fogo depois de ser atingido por outro veículo que vinha em alta velocidade. A força do impacto e o incêndio que se seguiu tornaram a situação ainda mais grave, e não houve como socorrer a tempo as pessoas que estavam no automóvel.
As atenções se voltaram para o condutor do outro veículo. Identificado como Gabriel Lima da Silva, ele apresentava sinais de embriaguez e foi preso em flagrante logo após o acidente. O motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro, um elemento que costuma pesar nesse tipo de investigação. Até o momento, a defesa dele não havia sido localizada.
O acidente de Osasco não foi um caso isolado no fim de semana. Segundo o balanço apresentado, o estado de São Paulo registrou pelo menos 18 acidentes graves no período, e 15 deles resultaram em mortes. Os números reforçam a preocupação com a segurança nas rodovias e vias do estado em datas de maior movimento.
A combinação de alta velocidade e suspeita de embriaguez ao volante volta a aparecer no centro de um caso fatal, alimentando o debate sobre a fiscalização no trânsito. A recusa em realizar o teste do bafômetro, prevista na legislação, também tende a ser considerada pelas autoridades ao longo da apuração do que ocorreu na Castelo Branco.
O caso teve novos desdobramentos na Justiça. Gabriel passou por audiência de custódia, e a Justiça decidiu manter o motorista preso, convertendo a prisão em flagrante em preventiva. Segundo a investigação, não teria sido a primeira vez que ele foi levado ao IML por suspeita de embriaguez ao volante, e ele também tem antecedentes criminais por roubo.
O episódio foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, modalidade aplicada quando não há intenção de matar. Um dos casos mais graves de um fim de semana violento no trânsito paulista, ele mantém o foco sobre as consequências de dirigir em alta velocidade e sob suspeita de embriaguez, enquanto a apuração segue para detalhar a dinâmica da colisão que matou os três integrantes da família.
