Uma aposentada de 66 anos foi vitima do chamado golpe do bilhete premiado na Zona Sul de Sao Paulo e perdeu todo o dinheiro que havia poupado ao longo da vida. Segundo a Record News, a vitima, identificada como Uri, trabalhou a vida inteira como empregada domestica e guardava o valor para realizar o sonho de comprar uma casa. O prejuizo chegou a 230 mil reais, quantia que reunia uma rescisao trabalhista e anos de poupanca.
De acordo com a reportagem, o golpe comecou de forma aparentemente inocente, na rua. As imagens mostram a idosa passeando com o cachorro perto de casa quando foi abordada por uma mulher. A conversa parecia trivial, mas, segundo a apuracao, era o inicio de um golpe cuidadosamente planejado para atingir a aposentada.
A primeira suspeita, que se apresentou como Maria, disse ter em maos um bilhete premiado no valor de 56 milhoes de reais. Ainda de acordo com a reportagem, ela se mostrou vulneravel, afirmando que nao sabia ler nem escrever e que precisava de ajuda para resgatar o premio. Foi com essa historia que a golpista comecou a ganhar a confianca da vitima.
Em seguida, surgiu uma segunda mulher, que se passou por uma pessoa qualquer que estava no local por acaso. Segundo a apuracao, ela tambem fazia parte do golpe e ligou para um comparsa, um falso gerente de banco, que confirmou que o bilhete seria verdadeiro. Com a suposta confirmacao, veio a promessa de uma recompensa: parte do premio para quem ajudasse no resgate.
Convencida, a idosa foi levada a agir. De acordo com a Record News, ela foi ate uma agencia bancaria e transferiu os 230 mil reais que tinha na conta, acreditando que o dinheiro serviria apenas como uma garantia para liberar o premio milionario. Os valores, segundo a apuracao, foram transferidos para uma conta em nome de Gabriel Henrique Galetti Lourenco.
Depois da transferencia, os criminosos ainda mantiveram o contato para nao levantar suspeitas. Segundo a reportagem, a aposentada foi levada de carro pelas golpistas, em um veiculo branco dirigido por um homem, e elas disseram que buscariam o dinheiro dela no dia seguinte. A segunda mulher, de cabelo preto e comprido, se apresentou como Amanda e deixou um numero de telefone que, ao ser chamado depois, nao foi atendido.
A dimensao do prejuizo so ficou clara quando a idosa contou o caso a familiares e percebeu que havia sido enganada. De acordo com a reportagem, o dinheiro e as mulheres que a abordaram desapareceram. Bastante abalada, a aposentada, que mora sozinha e de aluguel em uma casa de dois comodos, afirmou nao saber o que fazer e disse esperar que as imagens registradas ajudem a policia a identificar os responsaveis.
