Uma onda de ataques que assustava quem dependia do transporte público na capital paulista chegou ao fim com uma série de prisões. Segundo o relato, os ônibus que circulavam pela cidade de São Paulo eram alvo de ações repentinas, e a investigação sobre esses casos terminou com mais de 20 pessoas presas.
A forma como os ataques aconteciam colocava passageiros e trabalhadores em risco direto. De acordo com o relato, eram ataques surpresa em que pedras eram arremessadas contra os vidros dos ônibus, ferindo passageiros, motoristas e cobradores, e um desses ataques chegou a ferir uma criança.
As investigações apontaram uma origem ligada a disputas no setor. Segundo o relato, a polícia afirma que tudo começou com conflitos em contratos de empresas de ônibus envolvendo o crime organizado e que, depois, o problema se espalhou com ações isoladas espalhadas pela cidade.
O impacto dos ataques foi além dos prejuízos materiais. De acordo com o relato, houve prejuízo para as empresas, mas o efeito mais forte recaiu sobre o lado psicológico dos trabalhadores dos ônibus, que passaram a temer novos ataques durante o expediente.
Como resposta, o transporte da cidade passou por um reforço na segurança. Segundo o relato, hoje 100% da frota que circula pela cidade de São Paulo conta com câmeras que registram tudo o que acontece dentro e fora dos ônibus, o que dá mais segurança tanto para os trabalhadores quanto para os passageiros.
As prisões incluíram um nome que chamou a atenção pela função pública. De acordo com o relato, entre os mais de 20 presos está Edson Campolongo, funcionário público estadual que teria participado de 17 ataques, e o irmão dele também acabou preso no âmbito da investigação.
Diante da polícia, o principal suspeito admitiu a sua participação nos crimes. Segundo o relato, ao ser interrogado, Edson Campolongo confirmou o envolvimento nos ataques e se declarou arrependido, enquanto a reportagem afirma não ter conseguido contato com a defesa dos acusados.
