Um menino de apenas um ano e quatro meses morreu em uma creche municipal de São Paulo, em um caso que agora é investigado pela polícia. A criança havia sido deixada pelos pais na unidade durante a manhã, como fazia parte da rotina, e a morte provocou comoção e cobranças por respostas sobre o que realmente aconteceu dentro da escola.
Segundo o boletim de ocorrência, o menino prendeu a cabeça em uma grade de metal que sustenta um espelho da creche durante uma atividade com as demais crianças. Ele não conseguiu se soltar sozinho e ficou preso pela estrutura, em uma situação que se tornou o ponto central das investigações sobre as circunstâncias da tragédia.
Ainda de acordo com o registro policial, a criança permaneceu cerca de sete minutos com o pescoço preso antes de ser retirada pelos funcionários da creche. O intervalo até que o menino fosse solto é um dos aspectos que a polícia busca esclarecer, ao tentar reconstituir a sequência de acontecimentos daquela manhã na unidade de ensino.
Depois de ser retirado da estrutura, os funcionários prestaram os primeiros socorros ao menino. Policiais militares que patrulhavam a região também ajudaram no atendimento. A criança chegou a ser levada ao pronto-socorro, mas não resistiu e acabou morrendo, apesar dos esforços para tentar salvá-la ainda no local e na unidade de saúde.
O caso foi registrado como homicídio culposo, categoria usada quando não há intenção de matar. Cinco funcionários da creche, entre eles a diretora e a coordenadora de ensino, passaram a ser investigados. A apuração busca determinar quem estava responsável pelas crianças no momento e quanto tempo se passou até que o socorro fosse efetivamente acionado.
Os pais da criança são naturais do Senegal e se mudaram para o Brasil há oito anos. De acordo com relatos, a mãe do menino passou mal ao tomar conhecimento da morte do filho. A família passou a cobrar justiça e respostas sobre como um acidente desse tipo pôde acontecer dentro de uma unidade de ensino infantil da rede pública.
A Secretaria Municipal de Educação lamentou a morte e informou que presta apoio à família, além de colaborar com as investigações. As autoridades ainda trabalham para concluir o inquérito, com o apoio de exames do Instituto Médico Legal, e para definir se a morte da criança poderia ter sido evitada dentro da creche.
