Uma mulher foi morta a facadas na frente dos filhos em um prédio localizado no Belenzinho, na cidade de São Paulo. Segundo as informações iniciais, o principal acusado do crime é o ex-marido da vítima, que morreu logo em seguida ao cair do edifício, transformando o episódio em uma tragédia que atingiu toda a família.
De acordo com a polícia militar, o casal estava separado no momento do crime. A vítima tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro e chegou a registrar um boletim de ocorrência, o que indica que já existia um histórico de tensão e de tentativas de afastamento entre os dois antes do desfecho fatal.
Uma vizinha que acompanhou a rotina do condomínio relatou que o ex-marido procurava a mulher com frequência, mesmo sem ter permissão para se aproximar dela. Ele costumava ir até o local, tocava na portaria e tentava entrar no condomínio, e moradores chegaram a ouvir e presenciar discussões entre o casal em outras ocasiões.
Ainda segundo o relato da vizinha, já havia reclamações no condomínio por causa das idas constantes do homem ao prédio. Ela contou que a vítima tinha uma criança com autismo e que, em uma das vezes, ele chegou a acionar a polícia, em meio a um histórico de brigas que marcava a relação já desfeita entre os dois.
No dia do crime, o homem agrediu a ex-mulher com mais de dez golpes de faca na região do tórax. Em seguida, ele tirou a própria vida ao se jogar da janela do 15º andar do prédio. Tanto a vítima quanto o autor do ataque foram confirmados mortos ainda no local pela equipe de resgate que atendeu a ocorrência.
A situação foi agravada pelo fato de o crime ter acontecido diante das crianças. Os dois filhos do casal, de 6 e 7 anos, presenciaram a violência, e uma delas tem transtorno do espectro autista. A cena expôs as crianças a um episódio de extrema brutalidade envolvendo os próprios pais dentro de casa.
Vizinhos que conheciam a família se disseram chocados com a violência do caso. Segundo relatos, o ex-marido estava proibido de entrar no condomínio e não aceitava o fim do relacionamento, mesmo diante de uma vítima descrita como jovem e trabalhadora, que seguia a vida após a separação apesar da insistência do homem em reatar o vínculo.
