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Casal em motocicleta é atacado por quadrilha em rodovia de São Paulo

Casal em motocicleta é atacado por quadrilha em rodovia de São Paulo

Um casal foi atacado por uma quadrilha de cerca de oito pessoas no quilômetro 12 da rodovia Coronel Rodolfo Petená, em São Paulo, quando voltava de Peruíbe. Os criminosos usaram galhos e arremessaram uma bicicleta para derrubar a moto, recém comprada por 23 mil reais, que teve perda total. O grupo, formado por adolescentes conhecidos como piratinhas do asfalto, gravou o próprio ataque.

Um casal foi atacado por uma quadrilha em uma rodovia de São Paulo. A moto era pilotada por Anne, com o marido Matheus na garupa, quando o veículo foi fechado pelo grupo. Os criminosos estavam com galhos e chegaram a arremessar uma bicicleta para fazer o casal cair. Cerca de oito pessoas agrediram e tentaram roubar as vítimas, que começaram a ser cercadas no meio da pista.

O casal havia ido comemorar o aniversário de casamento em Peruíbe, no litoral de São Paulo. O ataque aconteceu no quilômetro 12 da rodovia Coronel Rodolfo Petená, quando os dois retornavam da praia para casa, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Segundo Anne, a quadrilha só foi embora porque um motorista se aproximou para ajudar e jogou o carro na direção dos agressores.

Do ataque, o casal saiu com ferimentos nos braços e nas mãos, além de fortes dores no quadril. Um celular ficou quebrado. Mas, segundo os dois, o que mais dói são os danos causados à motocicleta, alvo central da ação dos criminosos naquela rodovia.

A moto havia sido comprada três meses antes, depois de anos de economia, e a aquisição tinha sido um momento emocionante. Anne fez questão de registrar cada detalhe, desde a retirada dos plásticos de proteção até o momento de ligar a chave e ver o odômetro marcar zero quilômetro. O veículo não foi levado pela quadrilha, mas sofreu perda total. A moto custou 23 mil reais, financiada em 48 parcelas, e o casal estava pagando apenas a terceira.

O vídeo do ataque não foi gravado por alguém que passava pela rodovia. O casal ficou revoltado ao descobrir que as imagens foram registradas pela própria quadrilha, que continuou filmando mesmo diante do risco. Os dois afirmaram que poderiam ter morrido naquela situação e que, ainda assim, os agressores seguiram gravando a cena.

A quadrilha aparenta ser formada por adolescentes, conhecidos na região como os piratinhas do asfalto, que ganharam fama por roubos e que participavam de um grupo chamado gangue da bicicleta. Vários integrantes já foram apreendidos, a maioria menores de idade, e alguns foram presos temporariamente. Parte dos que continuavam soltos teria migrado para roubos e furtos de motos e de peças.

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