Um casal foi atacado por uma quadrilha em uma rodovia de São Paulo. A moto era pilotada por Anne, com o marido Matheus na garupa, quando o veículo foi fechado pelo grupo. Os criminosos estavam com galhos e chegaram a arremessar uma bicicleta para fazer o casal cair. Cerca de oito pessoas agrediram e tentaram roubar as vítimas, que começaram a ser cercadas no meio da pista.
O casal havia ido comemorar o aniversário de casamento em Peruíbe, no litoral de São Paulo. O ataque aconteceu no quilômetro 12 da rodovia Coronel Rodolfo Petená, quando os dois retornavam da praia para casa, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Segundo Anne, a quadrilha só foi embora porque um motorista se aproximou para ajudar e jogou o carro na direção dos agressores.
Do ataque, o casal saiu com ferimentos nos braços e nas mãos, além de fortes dores no quadril. Um celular ficou quebrado. Mas, segundo os dois, o que mais dói são os danos causados à motocicleta, alvo central da ação dos criminosos naquela rodovia.
A moto havia sido comprada três meses antes, depois de anos de economia, e a aquisição tinha sido um momento emocionante. Anne fez questão de registrar cada detalhe, desde a retirada dos plásticos de proteção até o momento de ligar a chave e ver o odômetro marcar zero quilômetro. O veículo não foi levado pela quadrilha, mas sofreu perda total. A moto custou 23 mil reais, financiada em 48 parcelas, e o casal estava pagando apenas a terceira.
O vídeo do ataque não foi gravado por alguém que passava pela rodovia. O casal ficou revoltado ao descobrir que as imagens foram registradas pela própria quadrilha, que continuou filmando mesmo diante do risco. Os dois afirmaram que poderiam ter morrido naquela situação e que, ainda assim, os agressores seguiram gravando a cena.
A quadrilha aparenta ser formada por adolescentes, conhecidos na região como os piratinhas do asfalto, que ganharam fama por roubos e que participavam de um grupo chamado gangue da bicicleta. Vários integrantes já foram apreendidos, a maioria menores de idade, e alguns foram presos temporariamente. Parte dos que continuavam soltos teria migrado para roubos e furtos de motos e de peças.
