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Caso de estudante morta em excursão escolar de 2015 é reaberto em SP

Caso de estudante morta em excursão escolar de 2015 é reaberto em SP

A morte de uma estudante durante uma excursão escolar a uma fazenda, em 2015, voltou a ser investigada em São Paulo. O caso foi arquivado e reaberto pelo Departamento de Homicídios. Cinco funcionários da escola são réus e a instituição foi condenada a indenizar a família.

A morte de uma estudante durante uma excursão escolar a uma fazenda no interior, em 2015, voltou ao centro das atenções em São Paulo. Segundo a reportagem, o caso chegou a ser arquivado pela Justiça, mas o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa reabriu as investigações há algumas semanas. A adolescente fazia parte de um grupo de alunos da escola quando foi morta, em um episódio que segue sem solução.

A apuração mostra a dimensão do impasse. Passados cerca de dez anos, o crime continua sem esclarecimento e o autor não foi identificado. De acordo com as informações, desde que o caso passou a ser conduzido pelo Departamento de Homicídios, seis equipes diferentes já se revezaram na investigação, sem que houvesse uma conclusão sobre quem cometeu o crime e qual teria sido a motivação.

Além da apuração sobre a autoria, há uma frente que envolve a responsabilidade da escola. Atualmente, cinco funcionários da instituição respondem como réus por abandono de incapaz com resultado morte. Segundo a investigação, entendeu-se que houve falta de observância nos cuidados com os alunos, já que os profissionais se colocavam como responsáveis pela guarda e pela segurança dos estudantes durante a viagem.

No campo cível, a escola, que adota a pedagogia Waldorf, foi condenada a indenizar a família da estudante por danos morais. A reportagem ouviu um dos alunos que participaram da excursão e familiares, que cobram respostas. Para a família, a sensação é de que faltou cuidado com a adolescente durante a atividade conduzida sob responsabilidade da instituição.

Entre os pontos levantados está a atuação de um trabalhador da fazenda, apontado como possivelmente uma das últimas pessoas a ver a estudante com vida. Ele era o tratorista do local na época e foi levado para prestar depoimento na noite do crime. Segundo o relato, a polícia depois pediu que as roupas dele fossem periciadas, mas, naquele momento, ele foi apenas investigado e a participação dele acabou descartada.

A reportagem também aponta possíveis falhas na coleta de provas. De acordo com a apuração, um perito não recolheu um vestígio que poderia ser relevante, e um veículo ligado ao caso só passou por perícia cerca de sete meses depois. Especialistas ouvidos questionam o resultado de uma perícia feita tanto tempo após os fatos, o que pode ter comprometido parte das evidências.

Procurada, a escola informou que se manifesta apenas por meio de assessoria de imprensa e não concedeu entrevista. Em nota, a instituição afirmou que a viagem de 2015 à fazenda, como as anteriores, foi bem planejada e teve supervisão adequada por profissionais dedicados à segurança dos alunos. Com a reabertura, a investigação segue em andamento, e os réus respondem sob a presunção de inocência enquanto o autor do crime permanece sem identificação.

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