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Central de golpes com acesso ao sistema da Justiça de SP é descoberta e 22 são presos

Central de golpes com acesso ao sistema da Justiça de SP é descoberta e 22 são presos

A Polícia Civil descobriu em São Paulo uma central de golpes financeiros e prendeu 22 pessoas em flagrante. O grupo tinha a senha de acesso ao sistema do Tribunal de Justiça de São Paulo e, usando dados de processos em andamento, se passava por advogados para dizer às vítimas que suas causas estavam ganhas. Algumas pessoas chegaram a perder 300 mil reais. O esquema era investigado havia seis meses pela Polícia Civil de Diadema.

A Polícia Civil descobriu uma central do crime em São Paulo dedicada à aplicação de golpes financeiros, e 22 pessoas foram presas em flagrante durante a operação. No imóvel onde funcionava o esquema, os agentes encontraram computadores, telefones celulares e todo o material que era usado para aplicar os golpes contra as vítimas.

Segundo as investigações, o grupo aplicava principalmente dois tipos de golpe: o do falso advogado e o do falso gerente de banco. Os criminosos tinham acesso a informações bancárias e até a dados de processos judiciais em nome das vítimas. A partir dessas informações, eles faziam o primeiro contato com as pessoas, na tentativa de aplicar os golpes e convencê-las.

O esquema já vinha sendo investigado havia seis meses pela Polícia Civil de Diadema, na Grande São Paulo, cidade onde muitas vítimas registraram boletim de ocorrência relatando o crime. Os golpistas se passavam por pessoas de confiança e acabavam enganando quem procuravam, o que, segundo a polícia, gerava enormes prejuízos aos atingidos pelo esquema.

Um dos pontos que mais chamaram a atenção dos investigadores foi o acesso ao sistema do Tribunal de Justiça de São Paulo. O grupo tinha a senha que permitia entrar no sistema e, com as informações de processos em andamento, os integrantes conseguiam se passar por advogados diante das vítimas, dando credibilidade ao golpe.

Com base nesses dados, os golpistas diziam às vítimas que a causa na Justiça estava ganha e que elas precisariam enviar uma quantia em dinheiro para liberar o benefício. As informações davam credibilidade ao discurso e faziam com que as pessoas confiassem e transferissem os valores aos estelionatários. Algumas vítimas chegaram a ter prejuízos de 300 mil reais.

No local, a polícia também encontrou um quadro que mostrava uma espécie de ranking, usado como uma forma de competição entre os golpistas para acompanhar quem aplicava mais golpes. De acordo com as informações divulgadas, por enquanto não é possível dimensionar quantas vítimas foram feitas pelo grupo ao longo do funcionamento do esquema.

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