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Ferroviarios da CPTM encerram greve apos dois dias em Sao Paulo

Ferroviarios da CPTM encerram greve apos dois dias em Sao Paulo

Depois de dois dias de caos, os ferroviarios da CPTM na Grande Sao Paulo decidiram encerrar a greve, informou a Record News. Segundo a reportagem, a categoria votou por ampla maioria pelo fim da paralisacao que mexeu com a vida e o ritmo da regiao metropolitana. Mesmo assim, a volta para casa de cerca de um milhao de pessoas seguia muito dificil, porque nao havia transporte para todos e os onibus extras nao estavam dando conta do recado. No segundo dia de greve, as linhas 11, 12 e 13 operaram abaixo do minimo determinado por ordem judicial e o Expresso Aeroporto sequer chegou a circular. O acordo entre o governo do estado e o sindicato previu o encaminhamento de um projeto de lei para garantir os empregos dos funcionarios das tres linhas recentemente privatizadas.

Depois de dois dias de caos no transporte sobre trilhos, os ferroviarios da CPTM na Grande Sao Paulo decidiram encerrar a greve, segundo a Record News. De acordo com a reportagem, a categoria votou por ampla maioria pelo fim da paralisacao que mexeu com a vida e o ritmo de toda a regiao metropolitana. Ainda assim, mesmo com o anuncio do fim do movimento, a volta para casa de cerca de um milhao de pessoas continuava muito dificil, porque nao havia transporte para todos e os onibus extras colocados em circulacao nao estavam dando conta do recado.

Os efeitos da paralisacao ficaram evidentes no funcionamento das linhas ao longo do segundo dia de greve. Conforme a Record News, as linhas de trem 11, 12 e 13 operaram abaixo do minimo determinado por ordem judicial, o que reduziu drasticamente a oferta de viagens em trechos de grande movimento. Alem disso, segundo a reportagem, o servico do Expresso Aeroporto sequer chegou a circular durante o periodo, deixando sem operacao uma ligacao usada por quem depende do transporte ferroviario na capital paulista.

Nas estacoes, a combinacao entre a reducao das viagens e a alta demanda no fim do dia gerou dificuldades para os passageiros. De acordo com relatos ouvidos pela Record News, as pessoas enfrentaram aglomeracao e problemas ate para passar pelas catracas, em meio a filas e empurra-empurra. Um passageiro contou que teve o celular roubado em meio a confusao e so percebeu quando ja era tarde, um retrato do transtorno vivido por quem tentava embarcar durante a paralisacao.

O fim da greve foi resultado de um entendimento entre as partes envolvidas no impasse. Segundo a reportagem, o acordo firmado entre o governo do estado e o sindicato dos ferroviarios previu o encaminhamento de um projeto de lei voltado a garantir os empregos dos funcionarios das tres linhas que foram recentemente privatizadas. Esse compromisso em torno da protecao dos postos de trabalho ajudou a destravar a negociacao e a levar a categoria a aprovar o encerramento da paralisacao.

Por tras da mobilizacao estava uma reivindicacao ligada ao modelo de operacao desses trechos. Conforme a Record News, os ferroviarios pediam que as linhas voltassem a ser operadas pela CPTM, a companhia estadual de trens, em vez de permanecerem sob o comando das empresas que assumiram os servicos apos a privatizacao. A demanda coloca no centro do debate quem deve ser responsavel pela conducao dessas linhas em um sistema usado diariamente por multidoes na regiao metropolitana.

A discussao tambem passou pela capacidade da propria companhia estadual de assumir esses trechos. De acordo com o que foi apresentado na reportagem, ao argumento de que a empresa nao teria condicao de operar, contrapos-se o lembrete de que a CPTM ja opera a linha 7 e a linha 8, alem do metro de Salvador, do metro de Belo Horizonte e do VLT da Baixada. Essa lista de operacoes ja em andamento foi usada para questionar a tese de que faltaria experiencia a companhia para tocar as linhas em disputa.

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