Pegar o trem ou o metrô na maior cidade do Brasil virou, para muitos passageiros, um momento de atenção redobrada com os próprios pertences. Segundo a reportagem, os roubos e furtos de celular se infiltraram na rotina de quem circula pela rede de transporte sobre trilhos de São Paulo, em meio aos milhões de pessoas que usam o sistema diariamente.
Os números ajudam a dimensionar o tamanho do problema enfrentado na cidade. Segundo a reportagem, em média 37 pessoas têm o celular roubado ou furtado nos trens e no metrô de São Paulo todos os dias, e foram registrados 4.400 casos desse tipo apenas entre janeiro e abril deste ano, um volume expressivo concentrado no transporte público.
A forma de agir dos criminosos costuma explorar as condições do próprio sistema. Segundo a reportagem, os ladrões se aproveitam dos vagões lotados e, às vezes, da distração dos passageiros para cometer os crimes, o que faz com que as autoridades recomendem manter o celular e a carteira sempre junto ao corpo durante as viagens.
Do lado das autoridades de transporte, há um esforço para flagrar e conter os assaltantes. Segundo a reportagem, para tentar combater os ladrões o metrô usa seguranças à paisana entre os passageiros, e quando as câmeras das estações flagram o crime, o índice de recuperação do aparelho chega a 89%, um percentual considerado alto.
As ações de segurança também se traduzem em prisões ao longo do ano. Segundo a reportagem, de acordo com a Secretaria de Segurança, nos primeiros cinco meses do ano 454 suspeitos foram presos no centro e nos arredores do metrô, em uma tentativa de reduzir a sensação de insegurança entre quem depende do transporte.
Além do policiamento, uma medida no campo da tecnologia entrou em cena para tentar tirar valor do crime. Segundo a reportagem, o governo federal lançou uma nova fase do programa celular seguro, que avisará quem ativar um telefone que foi roubado ou furtado, e as autoridades alertam que um aparelho com custo em torno de mil reais sendo vendido por 200 ou 300 reais é, muito provavelmente, produto de roubo ou furto.
