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Gangues quebra-vidro atacam carros para roubar celulares em São Paulo

Gangues quebra-vidro atacam carros para roubar celulares em São Paulo

Motoristas em São Paulo enfrentam uma onda de ataques de gangues que quebram os vidros dos veículos para roubar celulares. Agindo a pé, de bicicleta ou de moto, os criminosos atuam em pontos críticos como a Rua do Glicério, na Liberdade, no centro da cidade, uma das vias que mais sofrem com a presença desses grupos.

Dirigir pelas ruas de São Paulo virou motivo de tensão para muitos motoristas, que agora enfrentam uma onda de ataques de bandidos especializados em quebrar os vidros dos veículos para roubar celulares. As ações, registradas em flagrantes recentes, acontecem em pontos críticos onde essas gangues concentram a sua atuação e transformam paradas rápidas no trânsito em momentos de risco.

O modo de agir dos criminosos é variado, mas tem sempre o mesmo objetivo. Eles atuam a pé, de bicicleta ou de moto, sempre mirando o mesmo alvo, que são os aparelhos celulares roubados depois que os vidros dos carros são quebrados. É uma ação rápida e violenta, na qual os bandidos costumam ter uma única tentativa e, na maioria das vezes, conseguem o que querem.

As imagens captadas mostram o quanto esses ataques são repentinos. Em um dos casos, uma mulher está tranquila no banco de trás do carro quando, em questão de segundos, o bandido quebra o vidro e pega o celular, agindo de forma certeira e com pressa de fugir antes que qualquer reação seja possível por parte da vítima ou de quem está por perto.

A sensação de impotência marca esses episódios. A vítima chega a tentar chamar a atenção de policiais que também estão no trânsito, gritando para alertar sobre o ladrão, mas, na maioria das vezes, o aviso vem tarde demais. Alguns condutores têm mais sorte e conseguem acelerar antes de serem atingidos, embora isso traga um novo desafio, o de não provocar um acidente na fuga.

Em alguns flagrantes, fica clara a forma combinada como as duplas trabalham. Enquanto um dos criminosos finge que está pegando algo no chão, obrigando o motorista a parar o veículo, o outro se aproxima para realizar o ataque, uma estratégia que aumenta as chances de sucesso ao pegar o condutor desprevenido e sem rota de fuga imediata.

A geografia do problema também já está mapeada. Um dos casos aconteceu na Rua do Glicério, na Liberdade, no centro de São Paulo, um endereço que aparece no topo da lista de ruas que mais sofrem com a presença das gangues quebra-vidro, o que ajuda a explicar por que motoristas que passam por ali relatam um clima constante de insegurança.

Para quem conhece a região, o problema não é novo. Um morador que já viveu no local afirmou que, para ele, a área sempre foi perigosa, um relato que reforça a percepção de que esses pontos críticos se consolidaram ao longo do tempo e que a ação das gangues quebra-vidro se tornou parte da rotina de risco enfrentada por quem circula pelo centro da cidade.

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