Uma mulher de 61 anos foi morta a facadas dentro de casa, no interior de São Paulo, e o genro dela acabou detido pela polícia. Leonice Aparecida Moscone foi encontrada sem vida no quarto da residência onde morava sozinha. O corpo apresentava diversos ferimentos provocados por faca.
A família e o genro, que moram na casa da frente, foram os primeiros a encontrar a vítima. Segundo um familiar, a esposa do suspeito foi quem viu Leonice primeiro e gritou ao perceber que ela estava morta. A cena causou desespero e revolta entre os parentes, que descreveram a vítima como uma pessoa querida e sem inimigos.
Um detalhe chamou a atenção dos policiais desde o início: a residência não apresentava sinais de arrombamento e nada havia sido levado de dentro da casa. Para a polícia, a ausência de invasão e o fato de o cão não ter latido indicavam que o autor poderia ser alguém do convívio da vítima.
Os familiares relataram ainda que a dentadura de Leonice foi encontrada ao lado do corpo, com marcas de sangue. Esse elemento levantou a suspeita de que ela possa ter sido agredida antes de ser morta. As circunstâncias do crime passaram a ser examinadas em detalhe pelos investigadores.
O mesmo homem que, horas antes, aparecia ao lado da família amparando a esposa e relatando os últimos momentos da vítima passou a ser alvo das apurações. Durante o trabalho policial, surgiram elementos considerados importantes. Uma roupa pertencente ao genro foi encontrada escondida no lixo, e ele apresentava um ferimento em uma das mãos.
Diante dos elementos reunidos no local, o genro acabou detido. Familiares afirmaram que ele havia deixado o sistema prisional cerca de um mês antes do crime. A suspeita ganhou força à medida que as respostas do homem aos policiais se mostraram inconsistentes durante o atendimento da ocorrência.
A investigação também passou a analisar a movimentação financeira da vítima. Leonice teria feito um empréstimo recentemente, e a polícia busca esclarecer se há relação entre esse dinheiro e o crime. Os agentes ainda procuram um cartão da vítima enquanto apuram a motivação do assassinato.
