A polícia resgatou uma mulher de 40 anos que era mantida em cárcere privado em um quarto de motel na zona norte de São Paulo. A vítima ficou quatro dias sob o poder de um homem antes de ser localizada e libertada. O caso chamou a atenção pela violência envolvida e pelo perfil do suspeito, que estava em liberdade condicional quando o crime aconteceu.
Segundo o relato do caso, quando os agentes chegaram ao quarto encontraram um cenário de crime violento. A vítima estava inconsciente, desorientada e havia sido dopada ao longo dos quatro dias. O ambiente tinha lençóis revirados, objetos espalhados pelo chão, marcas de sangue, bebidas alcoólicas e cigarros, indicando que o local havia sido preparado para mantê-la ali pelo maior tempo possível.
As investigações apontaram como o crime começou. De acordo com testemunhas, a vítima e o suspeito haviam se encontrado momentos antes em um bar da região e começaram a conversar. Durante a conversa, a mulher chegou a comentar que tinha recebido recentemente um dinheiro referente à rescisão de um emprego do qual havia sido dispensada, o que teria despertado o interesse do homem em extorqui-la.
Ainda segundo as testemunhas, os dois deixaram o bar e seguiram para o motel, e a mulher teria ido por vontade própria. No entanto, a partir do momento em que entraram no quarto, a situação mudou. A vítima foi drogada e, a partir daí, passou a ser mantida amarrada, extorquida, agredida e ameaçada de morte pelo homem durante os dias seguintes.
Durante os quatro dias em que a manteve no local, o suspeito utilizou o cartão bancário da vítima para comprar comida e muita bebida alcoólica no quarto do motel. O consumo chegou a quase seis mil reais. Foi justamente essa movimentação que acabou levando à descoberta do crime, já que um familiar da mulher passou a perceber diversas notificações de transações em um mesmo estabelecimento.
Ao identificar as movimentações e o endereço ligado ao motel, o familiar acionou a polícia imediatamente. Os agentes foram até o local e conseguiram resgatar a vítima, que foi encontrada em estado grave, despida e desorientada. A rápida percepção da família sobre o uso do cartão foi decisiva para localizar a mulher e interromper o cativeiro.
O suspeito foi identificado como Alexandre de Albuquerque, de 38 anos. Segundo a polícia, ele estava em liberdade condicional e já havia cumprido cerca de dez anos em uma penitenciária do estado, condenado por crimes como tráfico de drogas, roubo e sequestro, entre outros. Após a audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva, e ele permanece à disposição da investigação.
