A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação que levou à prisão de dois homens suspeitos de invadir casas de alto padrão. De acordo com as investigações, o grupo agia tanto na capital quanto no interior do estado, mirando residências de maior poder aquisitivo em uma série de ações que agora estão sob apuração das autoridades.
Um detalhe chamou a atenção sobre a forma de atuação do grupo. Segundo a Polícia Civil, a quadrilha se disfarçava, na região metropolitana de São Paulo, como se fosse motorista de aplicativo. Para os investigadores, no entanto, tudo não passava de uma farsa, uma fachada usada para circular e se aproximar dos alvos sem levantar suspeitas.
A ação policial mobilizou uma série de ordens judiciais. Ao todo, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão e cinco mandados de busca e apreensão. Os dois homens presos são apontados como parte da estrutura do grupo, enquanto as demais diligências buscam reunir provas e localizar outros envolvidos no esquema.
A operação começou nas primeiras horas da manhã desta terça-feira e se concentrou na zona sul da capital paulista. O trabalho é conduzido pelo delegado Tiago Bergamo, que atua no interior do estado, responsável por coordenar as equipes que foram às ruas para cumprir os mandados expedidos pela Justiça.
As investigações têm um ponto de partida bem definido. De acordo com a apuração, o crime que deu origem à operação aconteceu em Assis, no interior de São Paulo. Foi a partir desse caso que a polícia passou a reunir elementos que levaram à identificação da quadrilha e à deflagração da ação desta terça-feira.
Com dois suspeitos já detidos e cinco mandados de busca e apreensão ainda em andamento, a expectativa é de que novos detalhes sobre o funcionamento do grupo venham à tona. A Polícia Civil segue no trabalho de cumprimento das ordens judiciais e de análise do material apreendido, em uma investigação que continua aberta.
