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Operação Mira mira lavagem do PCC e cita três coronéis da PM

Operação Mira mira lavagem do PCC e cita três coronéis da PM

Uma investigação do Ministério Público de São Paulo, a Operação Mira, revelou mais um braço da lavagem de dinheiro do PCC e aponta uma ligação próxima entre criminosos e policiais de alta patente. O relatório cita três coronéis da Polícia Militar paulista, hoje na reserva, e menciona o chamado Tribunal do Crime, montado para resolver uma disputa entre investigados.

Uma investigação do Ministério Público de São Paulo revelou mais um braço da lavagem de dinheiro do PCC. Batizada de Operação Mira, a apuração aponta para uma ligação próxima entre criminosos e policiais de alta patente, e reacende as preocupações com a infiltração da facção em estruturas ligadas à segurança pública no estado.

De acordo com os promotores, a operação não surgiu isolada. Ela é um desdobramento de outras investigações que já vinham sendo conduzidas sobre a atuação do PCC na capital paulista. Ou seja, o novo passo aprofunda um trabalho anterior e busca mapear como a facção movimenta e tenta ocultar os recursos obtidos com suas atividades ilícitas.

Um dos pontos centrais do caso envolve um conflito interno. Segundo o relatório, houve uma disputa entre os criminosos investigados, e, para resolver o impasse, o próprio grupo montou o chamado Tribunal do Crime. A estrutura funciona como uma espécie de corte paralela usada pela facção para julgar e decidir questões entre seus integrantes.

A investigação também mira nomes ligados à Polícia Militar. O relatório cita três coronéis da corporação paulista que atualmente estão na reserva, e que aparecem no material reunido pelos promotores. A menção a oficiais de alta patente é justamente o que dá dimensão à suspeita de proximidade entre o crime organizado e agentes do Estado.

Entre os detalhes apresentados, um chama a atenção de forma direta. De acordo com as apurações, um desses coronéis estava em um grupo de mensagens ao lado de dois dos investigados no caso. O contato, registrado no material da investigação, reforça a linha seguida pelos promotores sobre a suposta relação entre policiais e integrantes da facção.

Diante das informações divulgadas, a Polícia Militar se manifestou sobre o caso. A corporação afirmou que acompanha as ações e que colabora com o Ministério Público, a fim de contribuir com as apurações em curso. O posicionamento indica que a instituição pretende acompanhar de perto os desdobramentos da Operação Mira.

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